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Adeus, Sérgio Caldieri

O professor Ivan Cavalcanti Proença com o cineasta Carlos Pronzato e o amigo e jornalista Sérgio Caldieri na filmagem do documentário Confederação dos Tamoios: a última batalha (Foto: Arquivo Sérgio Caldieri)

Assim começa a Nota Oficial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro (SJPERJ), assinada pelo presidente Mário Souza e Diretoria: “Com profundo pesar comunicamos e lamentamos a morte de Sérgio Caldieri, nosso vice-presidente; um jornalista respeitável e um guerreiro, ativista das causas sociais e dos intelectuais mais dedicados na luta pela cultura no país”.

Sérgio Caldieri deixou um legado por onde passou: Secretaria Estadual de Cultura, Fundação de Arte do Rio de Janeiro e Museu da Imagem e do Som, nos governos de Leonel Brizola, nos jornais Folha de Londrina, Inverta e Tribuna da Imprensa, entre outros jornais. Foi também diretor e membro do Conselho Deliberativo da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), além de Vice – presidente do SJPERJ. Redator exímio, pesquisador atento, escreveu dois livros: Alberto Cavalcanti: o cineasta do mundo e Eternas Lutas de Edmundo Moniz.

Segundo o jornalista e escritor Arthur Poerner, ex-presidente do Museu da Imagem e do Som, Caldieri era muito ativo e corajoso: “um mestre na coleta de notícias e informações, que passava, generosamente aos amigos, como eu. Atuou sempre, sem hesitações, em defesa da democracia e da liberdade”. O presidente da ABI, Paulo Jerônimo escreveu:“ele me contou que estava com um problema cardíaco sério e que iria se submeter a uma cirurgia. Era uma figura doce, sempre pronto a colaborar com a ABI e com a classe jornalística. Um grande companheiro que vai fazer muita falta”.
Sérgio Caldieri trabalhou muitos anos no Patrimônio Histórico do Rio de Janeiro e doou, através do casal de jornalistas Dulce Tupy e Edimilson Soares, o livro Santuário Mariano e História das Imagens Milagrosas de Nossa Senhora, do Frade Agostinho de Santa Marta, um clássico da literatura sacra portuguesa, para a Irmandade de Nossa Senhora de Nazareth. Caldieri também participou do documentário “Confederação dos Tamoios: a última batalha”, do cineasta Carlos Pronzato, produzido em Saquarema, inspirado no livro “Tamoios, Senhores do Litoral”, de Paulo Oliveira.
Filiado ao PDT, trabalhou com Darcy Ribeiro, levando adiante a grande mensagem do mestre da cultura brasileira. Casado com Ana Bonelli, deixou o filho Sérgio Arthur Bonelli Caldieri e duas enteadas que moravam em Florianópolis, onde Sérgio faleceu logo após a delicada cirurgida no coração. O Jornalismo e a Cultura perdem uma extraordinária figura humana. Nós perdemos um companheiro, um grande amigo!

Primeiro livro de Caldieri

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