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Preço da gasolina, do gás e do diesel são uma afronta a nossa Petrobrás

Editorial - Dulce Tupy

O preço da gasolina e do diesel nos postos está um absurdo, assim como o preço do gás de cozinha que subiu assustadoramente, prejudicando os pobres, os mais carentes na pirâmide social. No entanto, o custo desses produtos que vêm sendo ajustados de acordo com a cotação do dólar é um abuso, porque não moramos nos Estados Unidos e sim no Brasil, onde os preços deveriam ser ajustados de acordo com o poder aquisitivo de nosso povo, principalmente dos produtos da nossa empresa, a Petrobrás (com acento, como escrevem os brasileiros e não Petrobras sem acento como escrevem os americanos entre outros estrangeiros).

A Petrobrás foi criada pelo governo Getúlio Vargas, nos anos 50, justamente para garantir a nossa soberania nacional em termos de abastecimento de petróleo, para garantir o nosso desenvolvimento. De lá para cá, todas as descobertas dos campos de petróleo e gás, assim como o avanço da nossa tecnologia reconhecida internacionalmente se deram pelo talento dos técnicos brasileiros, engenheiros, químicos e outros profissionais, que se emprenharam em produzir por uma das melhores empresas petrolíferas do mundo!

AINDA UMA ESTATAL

Os desvios que houveram durante a gestão da Petrobrás, em vários governos, mas principalmente no recente “Petrolão”, no governo Lula, não foram suficientes para destruir a Petrobrás. O que vem destruindo a Petrobrás é o que está acontecendo agora, no atual governo e no anterior, quando a empresa começou a ser privatizada, lentamente, colocando os interesses de seus acionistas acima do papel social que a empresa sempre teve no sentido de abastecer o nosso povo e garantir o nosso desenvolvimento!

Por ocasião da proclamação da nova Constituição, não por acaso chamada de Constituição Cidadã, em 1988, o saudoso jornalista Babosa Lima Sobrinho, presidente da ABI, entre outros brasileiros nacionalistas e instituições da sociedade civil, garantiu a manutenção do monopólio do petróleo em poder da União (Artigo 177 da Constituição). Assim, a Petrobrás continuou a busca pela autossuficiência na produção de petróleo (que só foi anunciada mais tarde no governo Lula/Dilma), quando se preconizava o abastecimento nacional dos derivados de petróleo a um preço justo para os brasileiros e brasileiras.

DE FHC AO PETROLÃO

Corrupção já havia desde 1997, quando o governo FHC aceitou a condição imposta pelo neoliberalismo que vivemos atualmente. Hoje dominam a Petrobrás os acionistas “abutres”, que privilegiam os fundos de investimentos estrangeiros e a transferência de renda dos brasileiros, através do preço dos combustíveis e a lenta privatização da Petrobrás. É o fim de um símbolo nacional! Estamos assistindo o confronto desigual entre o poderoso capital internacional que está abocanhando a Petrobrás aos poucos e a combativa resistência dos brasileiros conscientes que não se vendem e não negociam as riquezas nacionais.

A Petrobrás já está sendo privatizada na prática e quem está ganhando são os especuladores da Bolsa de Valores. A consequência para a população é a inflação em alta, a desindustrialização do país, o desemprego, a elevação do dólar e o impacto na economia, gerando uma maior desigualdade social. Desde o Golpe de 2016, que retirou a presidenta Dilma do poder, a gestão privada da Petrobrás só mira o máximo do lucro! A empresa que foi criada para ser uma estatal, para garantir a soberania energética do país e seu desenvolvimento, não tem nada a ver com os atuais interesses financeiros, na maioria estrangeiros e sem vinculação com o povo brasileiro e com o Brasil.

Numa empresa estatal o acionista majoritário é o Estado, o país e sua população. Mas quem está ganhando agora são os especuladores da Bolsa de Valores, os importadores de derivados de petróleo e os produtores estrangeiros, comprometendo o futuro da nação! Em vez de menores custos dos combustíveis e qualidade de vida para a população, a atual política de preços da Petrobrás beneficia apenas o lucro de seus acionistas.

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