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Rejeição a presidente bate recorde e chega a 63%

A manifestação no Rio se iniciou no Monumento a Zumbi dos Palmares, na Praça Onze, e foi até a Igreja da Candelária, arrastando uma multidão

Pesquisa da CNT/MDA divulgada nacionalmente revelou que 49% da população brasileira culpa Jair Bolsonaro pela demora na vacinação, enquanto outros 24% dividem a culpa entre presidente, governadores e prefeitos. Em análise da pesquisa, feita pelo Viomundo e divulgada pelo UOL, Opera Mundi e Diáglogos do Sul, herdeira virtual da Revista Cadernos do Terceiro Mundo, os resultados são impressionantes e demonstram uma virada na percepção popular sobre o presidente, diante do atraso da vacinação no Brasil, que poderia estar bem na frente de outros países, não fossem os erros grosseiros cometidos por Bolsonaro durante a pandemia.

“A desaprovação do presidente da República bateu o recorde do mandato, com 63%, contra apenas 34% de aprovação”, acusa a pesquisa. “Entre outubro do ano passado e julho deste ano, a desaprovação do governo Bolsonaro no enfrentamento da pandemia saltou de 39% para 57%. Ou seja, cresceu 18 pontos”, diz a pesquisa divulgada no início de julho, quando o país alcançou mais de 525 mil mortos pela Covid.

IMPEACHMENT TÁ NA RUA

Por outro lado, atos contra Bolsonaro ocorreram em todo o país, aumentando a pressão pelo impeachment do presidente. Pela terceira vez, em apenas 2 meses, a população saiu às ruas em mais de 312 cidades brasileiras e em 35 no exterior, em 16 países. As palavras de ordem mais ouvidas durante o protesto foram pela saída de Bolsonaro da presidência da República, vacina no braço e comida no prato, juntando a crise sanitária com a crise econômica! Segundo o jornal Brasil de Fato, que fez uma cobertura completa das manifestações em suas redes sociais, cerca de 800 mil pessoas se manifestaram contra o presidente.

Acusado de disseminar um vírus que matou mais de 520 mil pessoas, manifestantes levaram às ruas, em Brasília, um boneco inflável do presidente com as mãos sujas de sangue. Fotos do portal Mídia Ninja registraram os enormes protestos em São Paulo, que lotaram a emblemática Avenida Paulista e Avenida da Consolação, onde bonecos infláveis de Bolsonaro, Onyx, Ricardo Barros e Pazuello foram vestidos de presidiários. Em São Luís, Maranhão, assim como em várias cidades do Nordeste, o dia de lutas foi intenso. E no Sul, em Maringá, Paraná, terra do líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, citado na CPI da Pandemia, manifestantes mandaram mensagens de protesto para ele e Bolsonaro.

GENOCÍDIO E CORRUPÇÃO

Desde que foi instalada no Senado, a CPI da Pandemia – que já dura quase 3 meses -vem revelando negligência e omissão, por parte do governo federal, além, de fortes indícios de corrupção, especialmente na compra de vacinas. Assim, os reflexos da crise já se refletem na pesquisa eleitoral que retrata a queda de Bolsonaro. Na pesquisa espontânea, o presidente tem apenas 21,6% dos votos, contra candidatos como Lula, com 27,8%, e Ciro Gomes com 1,7%, em terceiro lugar. Na pesquisa estimulada, com uma vantagem sólida sobre Bolsonaro, Lula tem, no primeiro turno 41,3% de votos, contra 26,6% de Bolsonaro e 5,9 de Ciro.

Acuado pela oposição que reúne atualmente representantes da esquerda e parte do centro e da direita também, Bolsonaro está se desintegrando publicamente, apesar do seu discurso de força, atacando autoridades, políticos, e até imprensa. Neste sentido, o presidente tem especial foco nas mulheres jornalistas, xingando, atacando verbalmente e humilhando-as sempre que pode, mulheres que cumprem a sua missão profissional de fazer perguntas que nem sempre Bolsonaro quer responder. A FENAJ (Federação Nacional de Jornalistas) e todos os Sindicatos de Jornalistas no Brasil já se posicionaram contra os ataques bolsonaristas, que repercutem até no exterior, com protestos dos jornalistas democráticos de todo o mundo.

Em Cabo Frio, Região dos Lagos, uma manifestação contra Bolsonaro reuniu vários partidos de esquerda: PSol, PC do B, UP e movimentos sociais

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