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Poeta e pescador José Bandeira homenageado na Casa de Cultura

A filha de José Bandeira, Maria José, cantando uma das músicas do pai que virou um hino no município

Nascido em Saquarema em 28 de maio de 1909 e falecido em 25 de outubro de 1989, o poeta e pescador José Bandeira dá nome à Biblioteca da Casa da Cultura, atualmente impedida de visitação do público, desde que passou a ser guardada pela Secretaria Municipal de Educação, após as obras de restauração da casa centenária. Mesmo assim, a Secretaria de Cultura fez uma homenagem no evento Quinta Cultural, com poucos convidados devido à pandemia. Foi um ato memorável, gravado em vídeo, para a posteridade.

José Bandeira estudou na antiga Escola da Colônia dos Pescadores e Escola Estadual de Saquarema, que não existem mais. Pescador de profissão, pescava tanto na lagoa como no mar. Casado com Dona Melchiades, tiveram 5 filhos, 19 netos e bisnetos, como ficou registrado no prefácio de seu livro “O poeta e as musas”, escrito pela amiga, advogada, poeta e compositora Messody Benoliel.

Em 1935 foi contratado pela Prefeitura, tendo trabalhado com 4 prefeitos. Em 1950, foi nomeado pelo presidente da Câmara, Gentil Mendonça, como Oficial de Atas, cargo que exerceu até 1977, quando se aposentou. Porém, o então presidente da Câmara, Juarez Diogo, o nomeou Oficial de Gabinete da Câmara de Vereadores, função que exerceu até a morte. José Bandeira também foi juiz de paz, tendo casado grande parte da população, foi devoto de Nossa Senhora de Nazareth e do Divino Espírito Santo, tendo mantido a tradição da tradicional Benção da Mesa, um ritual raro hoje no Rio de Janeiro, mas que se mantém em Saquarema.

POETA E SERESTEIRO

Além de poeta, José Bandeira também era um seresteiro, autor da letra e música do Hino de Saquarema, cantado nos atos oficiais e nas escolas no dia 8 de maio, data da emancipação política e administrativa de Saquarema. Católico e praticante, é autor de vários hinos sacros, tendo sido extremamente fiel à padroeira da cidade, Nossa Senhora de Nazareth, que venerava e para quem dedicou diversos poemas. No seu único livro, publicado depois de seu falecimento, José Bandeira teve seus poemas ilustrados pelo amigo, o artista plástico, Nelsinho Sorama.

A homenagem na Casa de Cultura foi singela, com a presença de membros da família, como a sua filha Maria José Bandeira, seus dois filhos, Alessandra e Segundinho, e o sobrinho Vinícius, entre outros convidados como o professor Ivo Marins e a escritora indígena Eliane Potiguara que mora atualmente em Jaconé. A presidente da Câmara, Adriana de Vander, deu uma passada por lá, mas não pode ficar até o fim do evento que, apesar da chuva, foi muito caloroso e cheio de emoções.

O secretário de Cultura, Manoel Vieira, a escritora indígena Eliane Potiguara e a presidente da Câmara Adriana

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