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Silênio, um ser de luz

Devoto de N. Sra. de Nazareth, Silênio faz uma pausa com a esposa Lubete na escadaria da Igreja, no dia do Círio de Nazareth, o mais antigo do país

Dulce Tupy

Silênio sempre foi um grande amigo, tanto nas horas boas, como nas horas más. Falei com ele ao telefone até o último dia, antes de ser internado. Ele me dizia que tinha dificuldade de respirar, mas achava que não era nada grave. Segundo a família, ele não queria se internar. Aguardou até o último momento o médico afirmar que não tinha jeito e, assim, ele foi levado para o hospital pelas pessoas de sua maior confiança: o filho Ronaldo e o enteado Climo, filho de sua segunda esposa Lubete, com quem conviveu por mais de 27 anos…

Silênio faleceu em dezembro, véspera de Natal, e iria fazer 28 anos de casado com Lubete no início deste ano, este trágico ano que vem se arrastando lentamente. Agora, em março, faremos um ano que a COVID foi anunciada abertamente em todo o planeta, quando virou pandemia! Foi quando nossos parentes e amigos começaram a sumir. Mas nem sei porque estou falando isso…

ILUMINADO

Estava falando do meu amigo, Silênio, que foi um grande cidadão saquaremense, dos maiores que conheci! Com seu temperamento discreto, atuava em muitos setores, sem que ninguém soubesse o quanto era companheiro, amigo, provedor! Assim, colaborava como podia com a Irmandade de Nossa Senhora de Nazareth, continuando a obra religiosa de seu pai, Casimiro Vignoli. Colaborava da forma que podia com o Colégio Cenecista Alfredo Coutinho, que seu pai e sua mãe, a professora Nair Vignoli fundaram, na beira da lagoa de Saquarema.

Colaborou também com o jornal O Saquá, até seu último dia, não só escrevendo todos os meses, mas também colaborando com recursos próprios, quando o jornal não conseguia pagar – com sua pequena receita oriunda dos anúncios locais – ressarcir os custos da gráfica em Niterói. Silênio, falava então que poderia colaborar, com um senso digno de um grande companheiro, que o tempo não vai apagar.

A ausência do Silênio, para mim e para outros notáveis da cidade como o contabilista Celinho, Célio Vignoli, seu primo – e acredito que tantos outros – fará falta para todos nós que o conhecemos. Uma falta que transborda na fala de sua prima, a acupunturista Nilma Carmélia Lima, que todas as vezes que voltava de sua visita ao hospital, em Araruama, retornava com as notícias do seu quadro clínico, e distribuía, via whatsapp, para toda a família, um sopor de esperança. Por isso, amigo Silênio, nunca vamos lhe esquecer, com seu caráter íntegro, sua inteligência vibrante e a profunda sensibilidade que só floresce nos espíritos de luz.

Lubete e Silênio no dia do batizado da netinha Pietra, filha de Ronaldo, filho mais novo de Silênio, e Luciane Fiorese Vignoli

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