Nepotismo em Saquarema é destaque no jornal Extra

Manoela, a prefeita, Peres,
o secretário de governo (foto: Facebook)

O jornal Extra publicou, em 16 de julho de 2017, uma matéria de página inteira sobre os parentes da prefeita Manoela e de outros altos funcionários, empregados na Prefeitura. Segundo o jornal são mais de 20 familiares da prefeita, começando pelo seu marido Peres Alves, atual secretário de governo, além de outras autoridades que também empregam seus parentes em cargos na prefeitura ou na Câmara Municipal. A reportagem, assinada pela jornalista Marina Navarro Lins, está disponível na versão do jornal Extra na internet.

Segundo a jornalista, na Prefeitura de Saquarema aparecem sobrenomes que se repetem com frequência: Peres, Alves, Vignoli, Oliveira, Aquino, Cabral. A prefeita teria nomeado “26 parentes dela e de pessoas que desempenham cargos de chefia no município”. O nepotismo em Saquarema também chegou ao Supremo Tribunal Federal, onde o ministro Edson Fachin suspendeu a nomeação de 3 parentes de Peres: o cunhado Paulo Luiz Barroso Oliveira e as cunhadas Denise Lima Alves e Fátima Schwarcfuter Alves. A Prefeitura se defendeu informando que “a nomeação de parentes como secretários municipais não é considerado nepotismo”, assim como a nomeação de parentes que são servidores concursados.

Fichas sujas

Acusados de terem participado do escândalo “Afilhados da Sorte”, também foram beneficiados pela atual administração municipal. A Operação “Afilhados da Sorte” teve início numa CPI da Câmara Municipal, ano passado, que se refere à distribuição de lotes que deveriam ter sido destinados a famílias carentes, mas que em vez disso foram parar em mãos de parentes, aliados e correligionários políticos de Peres. É o caso de uma alta funcionária do gabinete da prefeita que é ré neste processo e emplacou a nomeação de uma irmã e um primo, além de um sócio no Setor do ISS.

O ex-prefeito Antonio Peres, esposo da prefeita Manoela, tentou concorrer à Prefeitura de Saquarema no ano passado, mas teve sua candidatura indeferida, devido a uma condenação do Tribunal de Contas da União (TCU). Acusado de superfaturamento na compra de ambulâncias, investigado pela Polícia Federal na Operação Sanguessuga, Peres colocou a mulher em seu lugar. Eleita com 52% dos votos, Manoela conseguiu que a Câmara Municipal revogasse uma lei que impedia a nomeação de “fichas suja” para cargos comissionados. Pouco tempo depois, o marido tornou-se secretário de Governo, e toda a administração passa por ele.

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