Confeitaria Colombo: 120 anos

Cultura é Notícia - Beatriz Dutrahead

Ela é considerada a 7ª confeitaria mais bonita do mundo. Além da beleza, o charme, a elegância, o encanto. Irresistível ponto turístico e artístico do Rio (e porque não dizer do Brasil?).
Recentemente completou 120 anos!… Seu salão, com “oito espelhos belgas e em estilo “art nouveau” foi aberto ao público por Manoel Lebrão, no dia 17 de setembro de 1894, na Rua Gonçalves Dias, no Centro do Rio (como nos informa a jornalista Renata Monti, em excelente matéria publicada em “O Globo”, de 14/09/14). Assim, desde os tempos do Brasil República, por lá passaram e estão registradas as presenças de ilustres personalidades, como Olavo Bilac, Lima Barreto, Machado de Assis, Aluísio de Azevedo, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves, além do rei Alberto da Bélgica (1920) e da rainha da Inglaterra, Elizabeth II (1968).
Porém a passagem por lá do imperador D. Pedro II “não tem comprovação”, segundo o historiador Antonio Rodrigues: – “Daquela época, não encontramos nenhum registro. Mas as personalidades em geral entravam pela porta dos fundos. Nada impede que ele tenha ido, embora em 1894, o Brasil já fosse uma república e o imperador estivesse na França”. Entretanto, pelo sim ou pelo não, o “filé do imperador” permanece no cardápio da casa” onde são produzidos “mais de dois mil doces por dia e o entra e sai diário é de três mil pessoas”, informa Renata Monti.
O aniversário de 120 anos da Colombo foi efusivamente comemorado, com o lançamento do selo “Colombo 120 anos” e a “reedição (em versão comemorativa e bilíngue, da Edições de Janeiro) do livro “Confeitaria Colombo – Sabores de uma Cidade” assinado pelo chef Renato Freire e pelo historiador Antonio Rodrigues, com cerca de 200 imagens”. Além disso, na semana comemorativa do aniversário, os pratos centenários apreciados pelas personalidades, assim estiveram presentes: na segunda-feira, 15/09, os pratos brasileiros (Getúlio sentava-se à mesa 38 e pedia o filé-mingnon gaúcho. Já Juscelino preferia o “peru à brasileira”); na terça, 16/09, os pratos franceses; na quarta, 17/09, o cardápio mais antigo da casa; na quinta, 18/09, os menus do livro “Sabores de uma Cidade”; na sexta, 19/09, os pratos portugueses; e, no sábado, encerrando com “chave de ouro” a comemoração dos 120 anos, “a primeira feijoada que se tem registro, do ano de 1928, por conta da presença de Josephine Baker.”
Parabéns, CONFEITARIA COLOMBO, orgulho do Rio e do Brasil! (Neste exato momento, relembro Virgínia Lane cantando: “O velho, na porta da Colombo… É um assombro, sassaricando…).

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Sobre o autor

Beatriz Dutra é poeta, “Cidadã Saquaremense” e membro da Academia de Letras Rio – Cidade Maravilhosa.

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