Juntos somos fortes

Enfermagem - Dr. Renato José dos Santos

Os nossos representantes da categoria profissional, hoje padecem através das ações organizadas pela busca insistente para união da categoria, realizando passeatas, carreatas, fazendo abaixo-assinados, fazendo isso e aquilo. Entretanto, alguns profissionais indiferentes com os esforços realizados pelos colegas, muitas vezes ainda remam em sentido contrário. Estes profissionais não se importam com a profissão, com o objetivo coletivo, com o legado que podem deixar para os profissionais que estão iniciando a carreira. A categoria em mais um aniversário, em mais uma semana da Enfermagem, continua na dependência de terceiros, ou melhor, na dependência de outras categorias ou outros representantes para serem avalistas, fiadores, protetores dos direitos que foram conquistados por profissões com um número bem menor que a nossa.

Temos que ter em mente que sozinho somos fracos, mas juntos somos fortes. O profissional que hoje está buscando sozinho o seu lugar ao sol e que não procura crescer em conjunto, está sendo desleal com os seus pares. A referida busca é a dos ideais da profissão, do coletivo, com crescimento planejado, no intuito de germinar idéias e ideais corporativos. Não podemos ser um Judas em pleno século XXI, onde o saber em grupo agrega valores e enobrece a alma. A Enfermagem é hoje considerada a maior profissão do Brasil, ultrapassando a profissão dos metalúrgicos. O ex- presidente Lula quando falava em seus discursos, enaltecia a profissão pelo número expressivo que ela representa.

Hoje, nós conseguimos superar os metalúrgicos, entretanto ainda não estamos conscientes do nosso poder, nossa força e capacidade de interagir em prol da categoria, a maior no país. Não dependemos de ninguém para reivindicar os nossos direitos, objetivos e metas. Sozinhos somos fracos, mas juntos somos fortes para cuidar cada vez mais dos nossos pacientes, proporcionando a estes um cuidado humanizado, com amor, solidariedade e respeito.

Profissionais de Enfermagem, não podemos ficar na inércia, no imobilismo, na retaguarda. Devemos ficar adiante, ficar interligados com o que está acontecendo com a categoria, pois temos causas importantes de interesse para serem aprovadas, como as 30 horas semanais. Sozinhos somos fracos, mas juntos somos fortes para sobrevivermos a cada dia.

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Sobre o autor

Renato José dos Santos é enfermeiro. E-mails: renatojsantos@uol.com.br e renatojsantos@petrobras.com.br.