Honestidade, caráter e ética

Ética na Política - Bruno Pinheiro

Meus irmãos saquaremenses, minha gente, venho aqui tentar resumir em poucas linhas a difícil missão de mostrar a importância e as diferenças de ser uma pessoa honesta, ética, de caráter justo e perfeito, daquelas pessoas que são desprovidas de honestidade, caráter e dignidade.

Nos dias de hoje, é forçoso reconhecer que alguns seres humanos são tão frágeis a ponto de não conseguir aprender com os bons exemplos milenares da vida o verdadeiro sentido de vivê-la.
Nesse ponto, para atingir suposta “felicidade” passam por cima dos bons costumes, valores e princípios, demonstrando que na verdade são hipócritas desprovidos de caráter e coração. Traz a tona a verdadeira face egoísta e até mesmo maliciosa no modo de lidar com seus companheiros.

Os próprios textos sagrados exemplificam por parábolas as diferenças do homem líder de caráter, do falso pregador.  Um homem pode ser um líder, levar multidões de fieis rumos de elevados patamares do bem. Valendo citar Moisés, Noé, João Batista que souberam conduzir multidões através de suas  dignas atitudes, que contagiavam a todos pela moralidade e fidelidade mesmo diante das dificuldades enfrentadas da época..

Na verdade, o maior exemplo de como devemos proceder foi o de Jesus Cristo, que pregou a humildade, o desapego às coisas matérias, fidelidade e respeito a todos os seus, sempre indo em direção ao bem e para o bem. Amava até mesmo aos que se diziam seus adversários. E mesmo assim, foi traído por míseras moedas de prata.

Demais disso, verifica-se também, que nos contos, nas histórias e fábulas infantis, autores tentam de toda maneira instruir e formar os jovens a seguirem os exemplos do caráter irrestrito. Entretanto, certas  fábulas tentam transmitir o bom sentido do bem antagônico ao mal pelos seus personagens implicitamente desonestos, como  a  do boneco de madeira Pinóquio (fantoche) , que para tentar chegar ao seu objetivo – ser um menino – mentia sem medir as consequências, ao ponto de trair seus admiradores e até mesmo seu criador.

Acontece que Pinóquio mentia tanto que o seu nariz crescia todas as vezes que enganava alguém. No entanto, nunca conseguiu esconder de ninguém suas falcatruas, nem mesmo do seu criador que sabia que “Pinóquio” era um enganador.  Porém,  como todo conto, o boneco aprendeu a lição e se transformou em gente e teve um final feliz;  pena que a ficção não seja a mesma na vida real.
Vale observar que, na política brasileira, certos políticos demagogos se transmudam para cordeiros, mesmo sendo lobos vorazes e impiedosos, verdadeiros “Pinóquios” da vida real, que pela ganância, falta de caráter ilibado e hombridade, quedam-se por se venderem por ínfimos valores, maculando dignidade, ludibriando e traindo a confiança do povo.  Entendo que essas atitudes deveriam ser motivo para expurgar do meio político os “Pinóquios”.

Penso que ainda não devemos perder as esperanças, pois ainda existem, apesar da raridade, verdadeiros políticos descentes e de palavra, homens honestos de natureza e berço, éticos e de caráter ilibado, que nunca trairiam a confiança depositada pelo seu povo, nem os seus ideais para um futuro promissor, uma sociedade feliz com melhores condições de trabalho e vida, por um Brasil justo e uma Saquarema melhor.

Reflitam na hora do seu voto.
Fiquem com deus.
Um grande abraço!

Capa O Saquá 121

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Artigo publicado na edição de junho
de 2010 do jornal O Saquá (edição 121)

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Sobre o autor

Bruno Pinheiro é advogado.