Ano VII - nº 102 ● NOVEMBRO de 2008                                     Diretora: Dulce Tupy ● Saquarema - Rio de Janeiro



Cano grosso no meio do mato do Buracão

Em fuga – Com 63 anos de idade, Washington, residente no Retiro, que, segundo a polícia, tinha mandado de prisão decretado por homicídio praticado há 11 anos, no Rio de Janeiro, foi localizado e preso na Rua das Tocas, no Porto da Roça. Aparentemente surpreso o acusado foi encaminhado ao xadrez da delegacia de Araruama, para as medidas legais referentes ao caso. PMs: Sargento Genilson e Cabos Marco e Figueiredo.

Estilo faroeste

Virgínia, 48 anos, curtia um som num shopping em Saquarema, quando sem saber de onde, como ou por que, recebeu um balaço no rosto. Socorrida no PU de Bacaxá, a vítima não corre risco de morte. O autor do disparo chegou a ser perseguido e avistado, dando início a uma troca de tiros entre a PM e o acusado que fugiu num carro de marca Citroën, verde, de placa não anotada que, na disparada, deixou um rastro de cápsulas deflagradas expelidas por uma pistola de nove milímetros.
Guarnição: Sargentos Sarmento e Falcão, Soldado Clebsom.

Cabo Grande

Um longo trecho da Rodovia Amaral Peixoto, km 53, ficou temporariamente sem comunicação. Trezentos metros de cabo telefônico, já retirados dos postes por ladrões de fio, aguardavam no acostamento da Rodovia e chegada do transporte para a consumação do furto. No entanto, a PM chegou primeiro, mas a gangue, que deu o maior duro à noite inteira, não foi localizada; mas que passou o final de semana sem tomar uma gelada por falta de grana, ninguém duvida... Os fios foram recolhidos ao depósito da delegacia.
PMs: Cabos Cláudio e Mendonça.

Bizconha

A moto modelo Biz, sem placa e sem documentação, rodava pela Av. Litorânea, na Barra Nova, pilotada por Douglas, 36 anos e engarupada por Ana, de 24. Detidos pela irregularidade, o fudúncio acabou na casa do casal, onde a guarnição da PM encontrou 7 tabletes e 5 trouxinhas de maconha, num total de 271,49 gramas. Pelo chão da residência, pontas de baseados consumidos se espalhavam e, sobre a mesa, papéis destinados à confecção de cigarros artesanais. A moto foi apreendida e o acusado autuado na delegacia de Saquarema.
PMs: Capitão Frederico, Sargento Cássio, Soldados Roberto e Rodrigo.



 

A PM recebeu denúncia de que na Serra de Mato Grosso, na localidade de Buracão, era comum a prática de caça ilegal de animais silvestres, com a conseqüente extinção do pouco que resta da fauna nativa daquele último resquício de Mata Atlântica de Saquarema. Ao avistar os policiais, que se embrenharam no mato, os caçadores fugiram abandonando no local espingardas de grosso calibre, armas de cartuchos médios e pequenos, certa quantidade de munições, roupas e material para a sobrevivência na mata. No Sítio Mato Grosso, proprietárias da área particular, protestaram contra a ação de caçadores que, constantemente, invadem as suas terras para prática da caça predatória num flagrante desrespeito às leis. Na área, a PM encontrou uma barraca de sapé usada pelos caçadores como base e onde foram encontradas espingardas, três trabucos, cartuchos deflagrados e intactos, chumbo e pólvora de alto teor explosivo.
Policiais: Cabos Cândido, Mendonça, Cláudio e Peçanha.

Saloon Eletrônico

Denúncia de exploração de jogo ilegal levou a PM a um endereço na Travessa Getúlio Vargas, onde não havia roletas e nem baralhos, mas cinco máquinas caça-níqueis que foram lacradas, removidas e enviadas ao depósito do 25º Batalhão da PM, em Cabo Frio. Na mesma travessa, há alguns metros do “Saloom” eletrônico, uma outra casa de jogos controlava onze máquinas do mesmo tipo e que também foram recolhidas. Na rua Prefeito Walquides, no Boqueirão, três máquinas igualmente “caçadoras”, foram apreendidas, acabando com a jogatina no local. Segundo a polícia, os proprietários dos estabelecimentos vão responder na justiça pela ilegalidade cometida.
Policiais: Capitão Frederico, Sargentos Alexandre, Falcão e Clebson, Cabos DaCruz e Marco, Soldado S. Bravo.

Disque armário

Na estrada da Mombaça, tinha uma pedra e uma casa. Dentro da casa, morava Leandro, 24 anos, que tinha um armário chamado de “guarda-louças”. Dentro do móvel tinha: uma cumbuca de lata; uma panela de barro com restos de angu, um alguidar de despacho; um revólver de marca Rossi, calibre 38, municiado; uma espingarda modelo “crocodilo Dandy” e farta quantidade de munição. O armário foi dedurado pelo Disque Denúncia.
Operação: Capitão Frederico, Cabos DaCruz, Marco e Figueiredo.

O "despinguelado"

Sem rumo ou paradeiro, um encosto alienígena possuiu o corpo de Ronaldo, morador de Jaconé, que em transe astral desceu a porrada em Anderson, Manoel e Cecília, residentes na Av. Beira Mar, no mesmo bairro. O pandemônio obrigou a polícia a invadir o local e usar dos meios necessários para conter o agressor que, transtornado pelo ET obsessor foi parar numa cela da delegacia onde, segundo a PM, passou a se auto-lesionar, tendo sido acionado o resgate da prefeitura, para remover o acusado até o PU de Bacaxá, de onde, após medicado, retornou à delegacia para as medidas de praxe.
Guarnição: Cabo Germano, Soldados Roberto e Rodrigues.

 

Sem nome - Num pedaço escuro da Estrada Eduardo Galaxe, no Alvorada, o corpo de um homem desconhecido, jogado, abandonado e lançado na sarjeta com 4 tiros na cabeça, feitos por disparos de pistola calibre 380, deixava clara a ação do banditismo desenfreado. Com 1,65 de altura, 40 presumíveis, calça cinza, boné e um casaco colorido, enchia de cores a morte violenta de um cadáver sem nome.

Tele dedo-duro

O 190 tocou e alguém saiu com essa: “Tão traficando na rua Mário Castanho, no Boqueirão. Sai no pinote que tem flagrante”. E ainda deu a cor e o número da casa. Tudo certinho. Juliana, 35 anos, foi detida e, por ter sido acusada de ser a dona das drogas apreendidas – maconha e cocaína – foi presa e autuada. Três testemunhas foram arroladas no inquérito e, durante o “vuco-vuco”, surgiu o nome de um “ex” da acusada, conhecido como “Fumão”, residente na Rua São Gonçalo, com quem nada foi encontrado.
PMs: Cabo Germano e Soldados Roberto e Rodrigues.

Ninja do Tinguí

A polícia revistou a casa de Wanderlei, no Tingui, mas nada encontrou de suspeito para sustentar as denúncias anônimas recebidas. Porém, ao revirar o quintal, num compartimento camuflado, encontrou toucas ninjas, luvas, cinto porta-bastão, cacetete de madeira, coldre de revólver e um manual de ordem unida do Exército Brasileito. Durante as investigações, a polícia descobriu que o acusado já está sendo processado, incurso em três artigos do Código Penal Brasileiro.
Policiais: Capitão Frederico, Sargento Bernardo, Cabos DaCruz, Marco, Figueiredo e Soldado Corrêa.

Metralhadores de coletivo

Quem passou pela Estrada Latino Melo, no Palmital, no dia e na hora do fato, presenciou a ação de dois elementos, usando toucas “ninja”, que efetuaram dezenas de disparos de arma de fogo contra um ônibus que trafegava no local. A passageira Géssica, de 18 anos, foi atingida por diversos estilhaços dos vidros das janelas espatifados pelos tiros. Uma das balas perfurou a mochila da vítima e ficou alojada em uma carteira de dinheiro que estava dentro da bolsa. O projétil foi encaminhado à perícia, para análise de balística, cujo laudo deverá ser anexado ao inquérito.


 

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