Ano VII - nº 103 ● DEZEMBRO de 2008                                     Diretora: Dulce Tupy ● Saquarema - Rio de Janeiro



Jacó, Jesus e a Tempestade
 
Jacó da Silva era muito trabalhador e tinha extremo apego a sua casinha, que ele mesmo construíra enfrentando grandes sacrifícios e tribulações. Morava só, não possuía amigos e era incrivelmente teimoso. Filho de família religiosa, freqüentava igreja e cultivava uma fé inabalável na Providência Divina e em Nosso Senhor Jesus Cristo. Certa ocasião, uma tempestade violenta assolou a localidade. O rio transbordou, arrastando tudo, e os moradores foram obrigados a abandonar suas casas para não morrerem. Só Jacó ficou, pois confiava fervorosamente em Jesus e tinha certeza de que Ele o salvaria de qualquer mal. Estava ainda com água pelos joelhos quando passou um cavaleiro e o chamou para sair dali. –”Não! Jesus me salvará. Estou bem e não preciso da sua ajuda!”. O cavaleiro partiu a galope, porque as águas cresciam assustadoramente. Jacó, agarrado à casa, subiu ao telhado, orando a Jesus para que o socorresse. Apareceu um vizinho em uma canoa e insistiu para que ele embarcasse e se salvasse.–”Vou ficar na minha casa. Pode ir.


 
Jesus me salvará!”. O canoeiro abanou a cabeça e se foi. As águas subiram mais e Jacó já não tinha onde se agarrar quando apareceu um helicóptero voando muito baixo: -”Vamos embora depressa, cara. Você vai morrer. Segure firme o cabo de resgate!”. -”Podem ir embora. Meu Senhor Jesus me salvará!”. O helicóptero se afastou um pouco, voltou, procurou e não encontrou mais Jacó...
- Oi, Jesus.
- Oi, Jacó, como está você?
- Morri naquela enchente.
- Eu sei, Jacó
- Sabe, né, Jesus? Sabe e não fez nada. Acreditei em Sua bondade desde quando eu era menino, freqüentei a Sua Igreja, orei pedindo a Sua ajuda durante a tempestade e recusei salvamento, até grosseiramente, três vezes. Acabei morrendo afogado e o Senhor nem ligou...
- Liguei sim, meu filho amado. Quem você acha que lhe enviou o cavaleiro, o canoeiro e o helicóptero?

ENSINAMENTO: Muitas vezes não conseguimos reconhecer as dádivas do Senhor.

 

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