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As vacinas chegaram mas não tem para todo mundo

Editorial - Dulce Tupy

Desde que foi declara a pandemia da Covid-19, em meados de março do ano passado, todos os olhos do mundo se voltaram para a descoberta e fabricação de vacinas para combater o pior vírus da história – pelo menos o mais terrível da história nos últimos anos. Foi feito então um esforço monumental para testar a vacina, com a mobilização de milhares de pessoas que se dispuseram a participar dos testes. Depois de aprovadas, as vacinas começaram a ser aplicadas nos chamados trabalhadores da linha de frente, no mundo inteiro, aqueles que atendem os pacientes nos Postos de Saúde e os que tratam dos doentes com Covid nos hospitais.

Desde então, temos assistido à corrida em todos os países para conseguir o maior número de doses de vacinas disponíveis no mercado. Os países mais ricos chegaram primeiro e compraram lotes gigantescos de vacinas para seus cidadãos. Porém, os países mais pobres permanecem sem vacinas para a sua população integral. E os países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, ainda estão buscando vacinas para poder vacinar toda a população, ou pelo menos a maioria dos trabalhadores da linha de frente, dos idosos e outras categorias consideradas prioritárias.

VARIANTE DO CORONAVÍRUS

O problema é que, apesar do Brasil ser uma país-modelo em suas campanhas de vacinação habituais, justamente agora, nesta situação de emergência, tem deixado muito a desejar, permitindo que em alguns estados, como no Amazonas, a situação seja de uma verdadeira catástrofe sanitária, com milhares de mortos e cemitérios abarrotados de caixões. Esse novo coronavírus tem uma altíssima taxa de contágio! Fruto de uma variante do coronavírus, a doença é muito mais letal do que os casos que surgiram no ano passado. Variantes do coronavírus também surgiram no Reino Unido, na Europa, e na África do Sul.

Em fevereiro de 2021, já atingimos no mundo o número surpreendente de mais de 200 países afetados pela Covid-19, tendo cerca de 97 milhões de infectados e mais de 2 milhões de vítimas nesta segunda fase do coronavírus. No Brasil, a falta de liderança da presidência da República, levou estados como São Paulo a buscar soluções próprias, importando toneladas de vacinas da China, um país que foi esculhambado pelo presidente Bolsonaro, que depois tentou um relacionamento mais diplomático com o país asiático, seu maior parceiro comercial, principalmente na agricultura.

OS FURA-FILAS

Portando não é de estranhar a bagunça que se tornou a vacinação em todo o país, enquanto o vírus ameaça cada vez mais a nossa população. A logística dessa campanha deveria ter sido tratada como uma logística de guerra, mas não foi o que aconteceu aqui, com o desencontro do próprio ministro da saúde, Pazzuelo, com os governadores e prefeitos. Agora a vacinação que sempre foi exemplar no Brasil – basta lembrar a campanha da gripe – virou um salve-se quem puder, como ocorreu em São Gonçalo, com filas enormes de pessoas vindas de vários municípios furando a fila que era para ser somente de seus moradores e de seus profissionais. Uma bagunça!

O primeiro lote da vacina Coronavac, a chinesa, que chegou depois da primeira, inglesa, aprovada para uso emergencial no Rio de janeiro, chegou e acabou rapidamente. Estava prevista para atender pessoas com mais de 60 anos e com deficiência em abrigos, além de povos indígenas e trabalhadores da saúde, num total de mais de 200 mil a serem atendidos, incluindo uma segunda dose. Saquarema receberá 2.490 doses, segundo dados da Secretaria de Saúde. É menos que Cabo Frio, Araruama e São Pedro da Aldeia. Mas é mais do que Búzios, Arraial do Cabo e Iguaba. Vamos aguardar o chamamento da vacina, desta vez de forma mais transparente, para não assistir o que já vimos na internet, gente furando fila e ainda postando fotografia…

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