O combate ao Covid-19, a pandemia que invadiu o mundo e nosso país

Editorial - Dulce Tupy

Tudo aconteceu muito rápido. No final de fevereiro, logo após o carnaval, começaram a surgir as primeiras matérias nos jornais, no Brasil e no exterior. Até então, aquilo que parecia distante – um novo coronavírus na China – era algo tão longe na nossa imaginação, que ninguém poderia supor que a doença, depois epidemia e finalmente pandemia batessem em nossas portas.

O surto do novo cornavírus iniciado na província de Whuan, na China, foi o alerta para o mundo cada vez mais conectado e aconteceu aquilo que alguns cientistas já previam: mais uma epidemia, como tantas outras, o ebola, por exemplo, na África, só que numa dimensão muito maior! Quando o novo coranavírus, responsável por uma doença chamada Covid-19, se alastrou por diversos países, a Organização das Nações Unidas (ONU) começou a alardear aos quatro cantos do mundo o risco que as populações e os países estavam correndo. Principalmente os países e as populações mais vulneráveis, pobres, desassistidos, os miseráveis, vítimas de um sistema mundialmente injusto.

TERRA REDONDA

Assim, começaram a pipocar as notícias. No caso da Itália, país com o maior índice de contaminação, o mundo viu que não poderia conter a doença com simples atitudes sanitárias; teria que paralisar o trabalho e a economia. Aliás, o planeta Terra tinha que parar! Esta informação começou a circular o mundo (que é redondo e não plano como alguns acreditam até hoje, apesar de já ter sido demonstrado cientificamente que a Terra é redonda há mais de 500 anos, no período histórico da Idade Média).

Quando a pandemia atacou vários países da Europa, incluindo a Espanha que vem sofrendo enormemente, ainda não havia a certeza de que os países que tinham aderido ao isolamento social, com a proibição das pessoas circularem nas ruas, tinham um quadro melhor do que os que deixavam a população circular livremente. Porém, esta simples constatação chegou tarde em países como os Estados Unidos, hoje com o maior número de contaminados e mortos! Os EUA estão numa situação tão crítica que chegam a usar métodos grotescos, para não dizer verdadeira pirataria, para conseguir os equipamentos necessários para cobrir as necessidades de sua população. Lá, onde não existe saúde pública, somente saúde paga, privada, os mais pobres são os mais prejudicados, demonstrando a desigualdade social do sistema capitalista, no país mais rico do mundo!

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

O Brasil tem o Sistema Único de Saúde (SUS) que equilibra, mais ou menos, essa triste desigualdade social. O secretário geral da ONU declarou recentemente que 40% dos habitantes da terra não têm como lavar as mãos porque não têm acesso a àgua. E lavar as mãos é o primeiro passo para evitar a contaminação por coronavírus. O que fazer então para amenizar a dor da contaminação nas favelas, nas periferias, nas comunidades carentes?

O combate ao coronavírus em Saquarema começou em março, com as medidas preventivas de isolamento social. São medidas corretas, mas que desagradam muita gente, principalmente os comerciantes locais que têm que manter suas lojas fechadas. Mas também afeta os prestadores de serviços, profissionais liberais, entre outros. Porém, este é um fato do qual não escapa ninguém. Se o maior grupo de risco são os idosos, não importa! Os idosos estão presentes em todo lugar e são numerosos aqui em Saquarema. Então, vamos ter calma e respeitar esse período de quarentena que poderá passar brevemente.

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Sobre o autor

Dulce Tupy é editora do jornal O Saquá e da Tupy Comunicações.