Saquarema na onda da observação de aves

Os observadores de pássaros com suas máquinas fotográficas poderosas (fotos: Divulgação BlueBirdBR)

A Capital Brasileira do Surfe, Saquarema aderiu à onda da observação de aves, com o evento Vem Passarinhar Saquarema, que aconteceu em junho durante a semana do meio ambiente. O evento foi promovido pelas empresas de turismo ecológico BlueBirdsBR e Canindé Birdwatching, com apoio do Parque Estadual da Costa do Sol (PECS) e da Área de Proteção Ambiental (APA) da Massambaba. Conduzidas pelo biólogo, especialista em aves, Igor Camacho, pela bióloga e guia de turismo Shantala Torres e pelo condutor de trilhas Thales Pinheiro, o passarinhar agregou um grupo eclético, com observadores de aves veteranos, novatos e cidadãos que nunca haviam praticado a atividade, bem como biólogos especialistas em diferentes áreas que enriqueceram a atividade, moradores, comerciantes locais e gestores de Unidades de Conservação (UC).

Gavião-do-banhado, uma espécie que merece mais estudos sobre a sua ameça de extinção

Durante 2 dias, o Vem Passarinhar Saquarema teve 31 participantes e foram observadas 95 espécies. No sábado, o café da manhã foi no sítio Nosso Paraíso. O grupo então encontrou as aves na trilha da floresta, no bairro do Rio Seco, onde foram observadas 39 espécies de aves, algumas endêmicas da Mata Atlântica, como o tiê-sangue e o tirizinho-do-mato; já o fim-fim, o risadinha, as saíras-azuis e os sanhaços-cinzentos, estavam nas áreas mais urbanizadas, quintais e pomares.

PASSARINHANDO

O almoço foi no Lê Bistrô, em Itaúna, com pratos típicos portugueses. À tarde, a passarinhada foi na APA da Massambaba, onde as aves de hábitos florestais e de ambientes alagados foram encontradas. Os destaques ficaram para a belíssima saíra-de-chapéu-preto e o gavião-do-banhado, que merece mais estudos que atestem sua ameaça de extinção no Rio de Janeiro. O caburé, pequena coruja arborícola, comum em quase todo o Brasil, também estava presente.

A coruja-buraqueira, uma ave silenciosa e arisca

No domingo, o café da manhã e o “papo de passarinho” foram na Pousada Recanto do Quati, antes de seguir para a Lagoa Vermelha que faz parte do PECS, no limite de Saquarema com Araruama. Nesta localidade ocorrem várias espécies raras e ameaçadas, como o com-com ou formigueiro-do-litoral (que inclusive está na logomarca do PECS), o sabiá-da-praia e a saíra-sapucaia.

Na Lagoa Vermelha vive também o mergulhão-de-orelha-amarela, pequena ave aquática, original dos alagados do sul da América do Sul, raramente observada no Brasil, e que escolheu as águas hipersalinas para se abrigar. O bando de 14 mergulhões-de-orellha-amarela é o maior já observado no Brasil e está atraindo observadores de aves de todo o país. O encerramento foi um almoço no restaurante Lancasther, em frente à praia de Vilatur.

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