Governador Witzel assume com promessa de acabar a corrupção

Witzel tomou posse no Salão Nobre do Palácio Guanabara (foto: Carlos Magno)

O ex-juiz e novo governador Wilson Witzel (PSC) tomou posse como governador do Rio de Janeiro na Assembleia Legislativa (Alerj), prometendo libertar o estado da irresponsabilidade que reinou nas duas últimas décadas. Witzel comparou o resultado das urnas com um “símbolo do grito de milhares de homens e mulheres cansados da corrupção que está tirando de nós e de nossos filhos os sentimentos de esperança”. E, em entrevista à imprensa, afirmou que irá tratar os traficantes como “narcoterroristas”.

Participaram da cerimônia de posse na Alerj o Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, o prefeito Marcelo Crivella, o presidente do Tribunal Regional Federal, André Fontes, o subprocurador geral de justiça do Ministério Público (MP-RJ), Marfan Vieira, e o deputado federal Rodrigo Maia, presidente da Câmara de Deputados, em campanha pela sua reeleição, entre outros parlamentares e público em geral que lotaram o plenário. A passagem do cargo, porém, só se realizou no dia seguinte, no Palácio Guanabara, onde o ex-juiz e novo governador Wilson Witzel recebeu a faixa das mãos do governador em exercício Francisco Dornelles.

POLÍTICA DO ABATE

Witzel inicia seu mandato como herdeiro de um passado tumultuado na política do Rio de Janeiro, com as finanças quebradas e nada menos que 4 governadores respondendo a processos judiciais por corrupção ou má gestão de verbas públicas: Antony Garotinho, Rosinha, Sérgio Cabral e Pezão. Em seu discurso, Witzel disse: “sabemos da missão que teremos pela frente, com o orçamento com déficit de R$ 8 bilhões. Vamos racionalizar, reduzir custos. Vamos respeitar os nossos tributos para que possamos melhorar os serviços públicos, renovando ideias e métodos. (…) Agradeço à Alerj por manter o decreto de calamidade pública financeira para que possamos cumprir os requisitos constitucionais de investimentos nas áreas da saúde e de educação. (…) Faremos de tudo para o que dinheiro público seja bem utilizado.”

Mas entre todas as declarações já dadas pelo novo governador, a que teve maior repercussão foi sem dúvida a de que sob seu governo todos que portarem fuzis serão abatidos. E exemplificou o que já está sendo chamada de “politica do abate”: “Se entra num shopping do Leblon uma pessoa portando um fuzil na mesma hora é abatido, mas se entra na favela ninguém fala…” Em seus primeiros dias de governo, Witzel apresentou um Plano de Diretrizes e Prioridades, com 230 metas. O governador esteve em Cabo Frio, onde se reuniu com prefeitos da região.

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