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Cultura é Notícia - Beatriz Dutra

Temos um novo presidente eleito. O país esteve à beira de um “ataque de nervos”, e ainda se preocupa com os dias que virão… Mais que nunca foram e são necessários gestos e palavras de equilíbrio, paz e moderação, que propiciem uma retomada de rumo deste “gigante pela própria natureza”… E essas palavras, tive a alegria de encontrar, em carta de EDUARDO AFFONSO dirigida “a Jair” (Bolsonaro)… e que, “com pequenas alterações, serviria também para o Fernando” (Haddad). Ela foi publicada em 26/10/2018, em “O Globo”, na sexta-feira, antes das eleições do 2º turno, de Domingo. Dela selecionei apenas alguns trechos, que considero úteis e oportunos: “Caro Jair, (…) Não traia quem lhe deu voto de confiança, e respeite quem o negou. Seja inflexível no fundamental (a ética, a moral, o bem comum) e conciliador no acessório. Ajude a Lava-Jato a terminar a limpeza que ela começou. (…) Descupinize o Estado. Deixe-o mais leve, mais ágil, mais saudável. Dê um basta nos privilégios; acabe com os feudos, as tetas, as tretas. Desestatize, desburocratize, reforme. Melhore a vida do cidadão. (…) Não use o Ministério para livrar ninguém da cadeia. Não passe pano para malfeito. (…) Não bata boca. Não faça comentários racistas ou sexistas. (…) Não plante canteiro com formato de revólver nos jardins do Alvorada. (…) Não dê dinheiro para ditadores amigos. Não fique amigo de ditadores. (…) Assim que puder, condene claramente a tortura. Demonstre apreço pela democracia, pelos direitos humanos, pelos direitos civis, pelo desenvolvimento sustentável. (…) Você terá uma grande bancada e imenso apoio popular. Desarme o espírito, aposente os gestos bélicos, e contará também com os que não votam em você, mas cultivam essa estranha mania de ter fé no Brasil”.

Pois é… depois dessas palavras saídas da razão e que fizeram tão bem ao meu coração e à parte subjetiva do meu ser, fui contemplar o mar… para me acalmar… e lembrei do meu poema “EM SAQUAREMA”, que escrevi faz tempo: “Por longas horas / fiquei a fitar o mar. / E não me cansei, / porque minha / necessidade de beleza / é I-NES-GO-TÁ-VEL!!!

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Sobre o autor

Beatriz Dutra é poeta, “Cidadã Saquaremense” e membro da Academia de Letras Rio – Cidade Maravilhosa.