De volta aos ideais nacionalistas do PDT

Editorial - Dulce Tupy

O dia 13 de novembro de 2017 ficará marcado para sempre na minha memória como o dia do retorno ao PDT, partido onde militei durante os anos 80 e 90, no Rio, até me desligar e vir morar em Saquarema. Durante todo aquele longo período, fui presidente do Movimento de Mulheres do PDT, quando tive oportunidade de realizar na Câmara de Vereadores de Niterói um encontro com 32 núcleos municipais do estado do Rio de Janeiro. Participei de todas as campanhas do PDT, em especial das campanhas presidenciais, tendo o grande líder Leonel Brizola como candidato majoritário. Estive na inauguração da Passarela do Samba, com Brizola e Darcy Ribeiro e também com o então deputado cacique Juruna, que veio especialmente de Brasília, para a ocasião. Trabalhei com intelectuais do porte de um Joel Rufino, no Museu da Cidade, com o ilustre e combativo secretário de Cultura, professor Edmundo Moniz, fui uma das fundadoras do Museu do Carnaval e fui diretora do Museu Carmen Miranda.

O presidente nacional do PDT Carlo Lupi mirando a jornalista Dulce Tupy retornando ao partido após 25 anos (Foto: Edimilson Soares)

Na luta pela Democratização da Comunicação, participei como representante do PDT, tendo proferido palestras no Instituto Alberto Pasqualini, no Rio, e em universidades do Maranhão. Fui editora no Rio de Janeiro do jornal O Fio da História, ao lado do jornalista Leite Filho, e atuei na revista Cadernos do Terceiro Mundo, do grande jornalista Neiva Moreira. Como sindicalista, participei do Sindicato dos Escritores, acompanhando o pensamento dos jornalistas José Louzeiro, autor de Lúcio Flávio, o passageiro da agonia, e de Arthur Poerner, autor do clássico Poder Jovem. Encontrei no PDT também mulheres notáveis como as históricas Maria Werneck e Beatriz Ryff, que estiveram presas com a primeira mulher de Prestes, Olga Benário. E conheci de perto Maria Prestes, a segunda e definitiva mulher do Cavaleiro da Esperança, Luis Carlos Prestes, de quem fiquei amiga e com quem compartilhei meus primeiros anos em Barra Nova, onde vivíamos em harmonia, capinando o terreno da minha casa, junto com meu marido Edimilson Soares, porque não tínhamos como pagar pessoas para capinar, nós mesmos fazíamos o serviço…

Ao retornar agora ao PDT, a convite da batalhadora Zezé Latgé, presidente do MAPI (Movimento dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), e diretora da Funcação Darcy Ribeiro, encontrei um partido revigorado, sob a batuta do ex-deputado e ex-ministro Carlos Lupi que substituiu Brizola no comando nacional do partido. Lupi é dessas pessoas superdotadas, inteligência rápida, objetivo, sensível. Ao me receber com palavras de entusiasmo e braços abertos, Lupi conquistou não apenas a militante que sempre fui, mas a jornalista madura que está sempre disposta à luta. Neste momento de crise no país, com a possibilidade de uma nova campanha presidencial, Lupi sabe que teremos que unir forças para carregar nossas bandeiras nacionalistas e é isso que ele está fazendo: um arco de alianças necessárias para combater o entreguismo praticado pela irresponsabilidade dos nossos dirigentes. A boa filha a casa volta!

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Sobre o autor

Dulce Tupy é editora do jornal O Saquá e da Tupy Comunicações.