Che Guevara continua vivo na memória dos idealistas

Che cercado de soldados depois de ter sido fuzilado com uma arma americana

Che Guevara não morreu; virou um encantado, como se diz na fala nordestina, no norte do Brasil e no cento-oeste brasileiro. Em Cuba, onde os restos mortais do Che estão enterrados num mausoléu em Santa Clara, segunda maior cidade do país, um ato no Dia do Guerrilheiro Heróico, dia 8 de outubro, reuniu cerca de 70 mil militantes. Na Bolívia, vários eventos comemoraram não os 50 anos da morte do Che, mas a presença do comandante Che Guevara que permanece viva no inconsciente coletivo do povo, principalmente em La Higuera, onde foi fuzilado por um militar boliviano com uma arma americana.

Capa do filme de Carlos Pronzato

Nascido na Argentina mas um verdadeiro cidadão do mundo, Ernesto Che Guevara viajou por toda a América Latina antes de se formar em medicina. Já formado, foi para a Guatemala onde participou do processo revolucionário e depois para o México, de onde partiu com o grupo de Fidel Castro rumo à Sierra Maestra, tornando-se um dos maiores líderes da revolução cubana. Exemplo de dignidade humana, Che também lutou no Congo, na África e estabeleceu um foco guerrilheiro na Bolívia, onde foi assassinado no dia 9 de outubro de 1967.

Para comemorar os 50 anos da morte do Che, vários eventos se realizaram em todo o mundo. Em Milão, na Itália, uma grande exposição com cerca de 2 mil peças, contam a vida deste guerrilheiro que se tornou um exemplo de liberdade e luta para cidadãos de todo o planeta. Imagem de rebeldia para a juventude, Che teve sua imagem reproduzida em camisetas, tênis, canecas, bonés, chaveiros, posteres, pratos e todo tipo de souvenirs. A célebre foto captada por Alberto Korda, numa praça em Havana, é considerada a foto mais vista e mais reproduzida no mundo até hoje. “Viralizou”, como dizem hoje. Che tornou-se um mito.

Uma reflexão sobre o Che será feita em Saquarema, na sede da OAB, em frente ao Fórum Oliveira Viana, no Centro, dia 27 de outubro, a última sexta-feira do mês, às 14:30h. Na ocasião, será exibido o filme “Carabina M2, uma arma americana, Che na Bolívia, do cineasta argentino Carlos Pronzato. Após a exibição de 90 minutos, haverá um debate com a presença do próprio diretor, recém-chegado da Bolívia, onde participou das comemorações em homenagem ao Che. Também participarão do debate os produtores dos filmes “Calabouço” e “Os Irredentos”, Paulo Gomes e Geraldo Sardinha, diretor da TV Comunitária do Rio, autor do livro “Calabouço”, o histórico líder sindical, Raphael Martinelli, o presidente do Sindicato dos Jornalistas Continentino Porto, o jornalista Sérgio Caldieri, autor do livro “Alberto Cavalcanti, o cineasta do mundo” e Maria José Latgé, que esteve em Cuba nas comemorações em Santa Clara. Será a oportunidade de conhecer melhor o homem que morreu de olhos abertos, para entrar na eternidade.

O evento é uma realização do Saquá Cultural Ambiental, jornal O Saquá e Tupy Comunicações, em parceria com a OAB-Saquarema e apoio da AMEAS (Associação de Mulheres Empreendedoras Acontecendo em Saquarema), do Núcleo Os Irredentos, de LaMestiza Audiovisual, do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro, do MAPI (Movimento dos Aposentados, Pensionistas e Idosos do PDT) e da REC + Produtora de Vídeo e Comunicação.

O diretor Carlos Pronzato em La Higuera, na Bolívia, onde Che foi fuzilado

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