Por uma nova agenda: a Agenda 2030

Editorial - Dulce Tupy

Lançada na famosa Conferência sobre o Meio Ambiente, realizada no Rio de Janeiro em 1992 (Rio-92), a Agenda 21 fez parte do esforço internacional para brecar o avanço da poluição e conscientizar os povos para a necessidade de um novo modelo de desenvolvimento: o chamado desenvolvimento sustentável. Implantada em diversos países, inclusive no Brasil, a Agenda 21 assumiu os 8 Objetivos do Milênio proclamados pela Organização das Nações Unidas (ONU) no final do século passado e que visavam: 1. Acabar com a fome e a miséria, 2. Educação básica e de qualidade para todos, 3. Igualdade entre os sexos e valorização da mulher, 4. Reduzir a mortalidade infantil, 5. Melhorar a saúde das gestantes, 6. Combater a Aids, a malária e outras doenças, 7. Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente, 8. Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento.

Aparentemente utópicos, esses objetivos foram sendo implantados em todo o planeta e no Brasil avançaram muito em vários aspectos até 2015, ano em que foram proclamados novos objetivos: os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Com 17 itens, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável são compromissos firmados pelos países membros da ONU para atingir um patamar de desenvolvimento mínimo até o ano de 2030. Assim, os 17 ODS constituem uma Agenda 2030 desafiadora, que visa resumidamente o fim da extrema pobreza, a luta contra a desigualdade, o combate às mudanças climáticas, o direito à educação para meninas e meninos, entre outras metas.

O objetivo número 1 continua sendo a erradicação da pobreza, seguido do número 2: Fome Zero e Agricultura Sustentável, e do número 3: Saúde e Bem Estar. O objetivo número 4 é Educação e Qualidade, seguido do número 5: Igualdade de Gênero. Já o número 6 é Água Potável e Saneamento, seguido do número 7: Energia Limpa e Acessível. O número 8 é Trabalho decente e crescimento econômico, e o 9 é: Indústria, Inovação e Infraestrutura. Já o número 10 é redução das desigualdades; o número 11 é Cidades e Comunidades Sustentáveis, seguido pelo 12, Consumo e Produção Responsáveis; pelo 13, Ação contra a mudança global do clima; do 14, Vida na Água e do 15, Vida Terrestre. Já o número 16 é Paz, Justiça e Instituições Eficazes, finalizando com o número 17, Parcerias e Meios de Implementação dos próprios Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, incluindo um grande esforço mundial de trabalho voluntário, através de organizações da sociedade civil.

No Brasil, o centro irradiador dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, visando a implementação da Agenda 2030, é o Centro Rio +, que une uma variedade de grupos de interesse e parceiros. O Centro Rio + é um legado da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (a Rio + 20) com objetivo de manter vivos os compromissos para o desenvolvimento sustentável. O Centro Rio + foi fundado em 2013 na cidade do Rio de Janeiro, numa parceria do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Governo do Brasil. É um desdobramento da Agenda 21, proclamada no final do século XX. A nova Agenda 2030, com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, é mais uma etapa de um processo que se iniciou em 92 e prosseguirá nos próximos anos.

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Sobre o autor

Dulce Tupy é editora do jornal O Saquá e da Tupy Comunicações.