Petrobras e Ibama promovem ações compensatórias para os pescadores

A Rota 3 sai do Campo de Libra e chega ao município de Maricá na altura da Praia de Jaconé, em Ponta Negra, mas com impactos em Niterói e Saquarema

O projeto Rota 3 é um gasoduto da Petrobras, que visa ampliar o escoamento de gás natural da área do pré-sal da Bacia de Santos até o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro, o Comperj, que fica em Itaboraí. A extensão do gasoduto é de aproximadamente 355 km de extensão total, sendo 307km de trecho marítimo e 48km de trecho terrestre, por onde passarão aproximadamente 18 milhões de m³ por dia, após a inauguração, prevista para o segundo semestre de 2017.

Em julho de 2016, o Ibama concedeu as Licenças de Instalação, iniciada em outubro de 2016, em lâminas d’água de 58m e 2.190m de profundidade. Durante a instalação do Gasoduto Rota 3, de forma a atenuar os impactos sociais e evitar perdas e danos nos petrechos de pesca, foi criado um canal de informação aos pescadores e foi feito o Plano de Compensação da Atividade Pesqueira, em áreas específicas dos municípios de Niterói, Maricá e Saquarema. A chegada do gasoduto na costa será no município de Maricá (RJ), na praia de Jaconé, em Ponta Negra, mas Niterói e Saquarema também serão impactados pela obra. O gasoduto terrestre passará pelos municípios de Maricá e Itaboraí.

A família Xavier abriu sua casa para abrigar a reunião com os pescadores que serão beneficiados pela Rota 3 (Foto: Edimilson Soares)

Em Saquarema, a equipe da Petrobras e do Ibama, junto com uma empresa de assessoria de comunicação, realizou várias reuniões com os pescadores na Colônia de Pescadores Z-24, no quiosque Sereia, na Barrinha e na Praça Charles Darwin, em frente ao bar do Seu Xavier, em Jaconé. O objetivo é discutir com os pescadores ações de compensação, como a construção de uma capatazia, espécie de filial da Colônia de Pescadores, tipo um entreposto nas margens da Lagoa de Saquarema, em Jaconé, a dragagem do Rio Salgado, antiga reivindicação da comunidade, e um caminhão frigorífico, além de cursos de capacitação.

Agora, as reivindicações dos pescadores serão sistematizadas pela equipe de técnicos que retornarão com os projetos devidamente dimensionados, prontos para execução. De acordo com Marcos Xavier, filho do Seu Xavier, um dos mais antigos pescadores de Jaconé, a comunidade pesqueira está confiante no resultado do atual Plano de Compensação da Atividade Pesqueira (PCAP). Desta vez ele espera que saia do papel a tão almejada Capatazia prometida diversas vezes, inclusive pelo Rio Rural, Programa do Governo do Estado com apoio do Banco Mundial (Bird) mas que acabou não acontecendo.

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