A cultura é fator de desenvolvimento e movimenta toda a indústria cultural

Editorial - Dulce Tupy

Acabo de concluir o Curso de Aperfeiçoamento em Gestão Pública e Agenciamento Cultural, promovido pelo CECIERJ (Centro de Ciências e Educação Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro), em parceria com a Secretaria de Cultura, Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, a FAETEC (Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro), em convênio com o Ministério da Cultura. O evento foi no teatro Alcione Araújo, na Biblioteca Parque Estadual, no Rio de Janeiro. Coordenado por Gleisi Campos, com a supervisão da especialista Eliane Costa e tendo como diretora de extensão Beth Bastos, o curso proporcionou um certificado com a assinatura do presidente da Fundação CECIERJ, Carlos Eduardo Bielschowsky e da secretária estadual de Cultura, Eva Rosental.

Entre os milhares de candidatos que se inscreveram no curso, as centenas de alunos selecionados e as dezenas dos que concluíram o curso, fiquei entre os 15 primeiros colocados que serão acompanhados pela Secretaria de Cultura, para realizar o projeto final, no meu caso a publicação de um artigo, cujo tema é “Folias de Saquarema: dois aspectos da cultura popular”. Foi uma grande emoção para mim, aos 67 anos, ainda ter entusiasmo e força para pesquisar um tema tão importante como este para a identidade cultural do município, onde moro há mais de 20 anos. Além do meu trabalho, foi selecionado mais um trabalho na Região dos Lagos: o projeto de construção do acervo do “Museu do Sal”, em São Pedro da Aldeia. Tudo isto me autoriza a sonhar em publicar um livro sobre as “Folias de Saquarema”, que sobrevivem graças a fé de seus foliões.

 

As folias
fazem parte da
nossa identidade
cultural

 

Afinal, cultura é um fator de desenvolvimento, sendo considerada pela Unesco, órgão cultural da ONU (Organização das Nações Unidas) um dos pilares da civilização, tão importante quanto o meio ambiente e a economia. Assim, foi surpreendente a notícia da extinção do Ministério da Cultura pelo governo Temer, que gerou tanta manifestação por parte dos artistas, técnicos e produtores culturais que ocuparam vários prédios culturais em todo o país. Ainda bem que o governo provisório voltou atrás e retirou da pasta do Ministério da Educação aquilo que seria apenas uma Secretaria da Cultura, porque a cultura não pode ficar limitada à burocracia.

O Ministério da Cultura foi criado pelo presidente Tancredo Neves, em 1985, após uma intensa mobilização, em todo o país. Na ocasião, o futuro ministro José Aparecido reuniu a nata da cultura brasileira no hotel Araxá, em Minas Gerais. Tive a sorte de participar do evento como jornalista, especializada em cultura. Naquele momento, em rápido encontro dos artistas com Tancredo, entreguei um exemplar do meu livro “Carnavais de Guerra, o nacionalismo no samba” a ele, que me agradeceu. Homem culto, me pareceu que ele foi sincero ao dizer que ia ler na primeira oportunidade. Deixou seu nome impresso nos marcos da cultura nacional.

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Sobre o autor

Dulce Tupy é editora do jornal O Saquá e da Tupy Comunicações.