MANIAS…

Cultura é Notícia - Beatriz Dutra

“Dentre as manias que eu tenho… uma é gostar de você… Mania é coisa que a gente… tem e não sabe porquê…” Diz a letra da velha canção. Só o que eu não sabia é que “quase a METADE dos brasileiros tem alguma. E a maioria se relaciona a arrumação de objetos” – foi o que mostrou a pesquisa oriunda de levantamento da PUC do Rio Grande do Sul com 15.490 pessoas de todo o país e publicada pelo jornal “O DIA” de 15/05/2015.
Dentre outros dados, ela revelou que “37,6% das pessoas se sentem chateadas quando outros mexem em suas coisas: 32,4% se incomodam se seus objetos pessoais não estão arrumados corretamente; 31,7% evitam jogar coisas fora (acumuladores); 30,2% têm pensamentos desagradáveis, como desconfiar de alguém; 28,3% têm dificuldade em controlar os pensamentos; 25,9% querem as coisas arrumadas em determinada ordem; 24,1% verificam coisas mais vezes que o necessário; 13,2% acreditam que há números bons e ruins; 13% colecionam coisas de que não precisam; 10,7% verificam repetidamente portas, janelas e gavetas; 9% verificam repetidamente gás, torneiras e interruptores de luz após desliga-los; 9,1% lavam as mãos mais vezes que o necessário; 7,2% têm que se lavar porque se sentem contaminados; e 5,9% sentem dificuldade em tocar um objeto se sabem que este já foi tocado.”
Mas até onde vai a normalidade e começa a anormalidade? “Há hábitos que, ainda que repetidos diariamente, podem não indicar diagnóstico de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Segundo MARCELO ALLEVATO, psiquiatra e coordenador do Departamento de Psicofarmacologia da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro, para ser considerado transtorno é preciso haver algum prejuízo na vida da pessoa, por conta dos hábitos repetitivos”.
“Perder muito tempo com os hábitos, deixar de fazer atividades ou se prejudicar gravemente no trabalho são sinais de que pode ser patológico”, diz, acrescentando que, “na psiquiatria, as manias são chamadas obsessões”.
Iniciei com a letra de uma canção e termino com a de outra: “bbrrrá… mas que nervoso estou…/ bbrrá… sou neurastênico…/ bbrrá… preciso me tratar… /senão, eu vou pra Jacarepaguá!…

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Sobre o autor

Beatriz Dutra é poeta, “Cidadã Saquaremense” e membro da Academia de Letras Rio – Cidade Maravilhosa.