Primeira fase da nova “Era Dunga” tem bom retrospecto

Apesar do estresse com o desabafo de Thiago Silva, inconformado pela perda da braçadeira de capitão, já que também perdeu a posição de titular para o zagueiro Miranda, a Seleção brasileira com vitórias em série começou a se recompor após os momentos de tensão provocados pelo vexame dos 7×1 aplicados pela Alemanha, na Copa do Mundo. Ao vencer a Áustria por 2×1, a Seleção encerrou invicta, mesmo diante de vários adversários fracos, com um bom retrospecto a primeira etapa da nova “Era Dunga”, totalizando 6 vitórias em 6 jogos com 14 gols marcados e apenas 1 sofrido, assim mesmo de pênalti. Seleção brasileira agora só no final de março do ano que vem, contra a França, em Paris, em data a ser confirmada, nos preparativos para a Copa América, em junho/julho, no Chile, competição oficial que antecede as Eliminatórias da Copa do Mundo, que começarão em 15 de setembro de 2015. Não se pode dizer que a Seleção brasileira voltou aos seus melhores tempos, mas nesta primeira fase da nova “Era Dunga”, após o clima de terra arrasada dominante no pós-Copa, até que o time mostrou virtudes, levando a torcida a uma avaliação mais realista do futebol brasileiro.

Elogiar a Seleção pelo bom retrospecto, dizer que recuperamos o prestígio do futebol brasileiro,que Dunga é o treinador ideal ou que vamos ganhar a próxima Copa não é o caso. Porém, reconhecer que o time, mais rapidamente do que se esperava, mesmo sem brilho, voltou a jogar um futebol simples e eficiente. Inclusive, taticamente, é muito melhor do que o time de Felipão na Copa. Na base de uma marcação forte, quase sufocante no meio-campo e, por vezes, na saída de bola são criadas as condições para as arrancadas em velocidade por parte de jogadores mais talentosos como Neymar e Willian. A marcação e a saída de bola em velocidade já se tornam uma marca deste time de Dunga. Atualmente, o futebol brasileiro não é o melhor do mundo. Longe disso. Mas também não é o pior. Se atuar bem organizado em campo, o jogador brasileiro é capaz de ganhar jogos e fazer a Seleção tornar-se novamente candidata a conquistar títulos.

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Sobre o autor

Marcelo Vignoli escreve sobre esporte para o jornal O Saquá.