Documentário Calabouço exibido na OAB

Rosangela Borges, Dr. Miguel Saraiva, Dulce Tupy, Dra. Beth Araújo, Paulo Gomes, Edna Calheiros e Geraldo Sardinha (Foto: Edimilson Soares)

Rosangela Borges, Dr. Miguel Saraiva, Dulce Tupy, Dra. Beth Araújo, Paulo Gomes, Edna Calheiros e Geraldo Sardinha (Foto: Edimilson Soares)

Recém-lançado na OAB do Rio de Janeiro e exibido em outros pontos do país, em São Paulo, na Bahia e em Minas Gerais, o documentário Calabouço 1968, um tiro no coração do Brasil, foi exibido também na OAB de Saquarema para satisfação do público presente, que além de assistir ao filme pôde participar de uma roda de conversa com os produtores, Paulo Gomes e Geraldo Sardinha, eternos militantes “calaboucianos”, que também formam o Instituto Rede Democrática. Com mediação da editora do jornal O Saquá, jornalista Dulce Tupy, que também deu um depoimento no filme, o debate com os ex-estudantes que frequentavam o restaurante estudantil teve uma boa resposta do público.
O documentário é sobre o quão significativo foi o restaurante dos estudantes no Centro do Rio de Janeiro, conhecido como Calabouço, como um espaço de resistência às injustiças praticadas pela ditadura instalada no país, em 1964. Estopim das grandes passeatas ocorridas após o assassinato do jovem estudante Edson Luis, morto covardemente pela polícia, as manifestações realizadas pela Fuec (Frente Unidas dos Estudantes do Calabouço) deflagraram um período de grande tensão entre militares e movimento estudantil, num clima de luta e revolta.
O diretor Carlos Pronzato transformou os depoimentos dos que viveram aquela época em um trabalho cinematográfico que narra esse momento da história contada pelos próprios personagens. A proposta dos idealizadores do projeto é desencarcerar o fato, tão pouco lembrado, mas que fez toda diferença no processo de redemocratização do Brasil. É um trabalho de resgate da memória e de diálogo com as novas gerações, que já vêm se inquietando através de manifestações contra as injustiças, porém com a clara insatisfação à atual tirania: a corrupção.

Plateia qualificada

Participaram do evento a presidenta da AMEAS (Associação das Mulheres Empreendedoras Acontecendo em Saquarema), Edna Calheiros, esposa do produtor do filme, o advogado Paulo Gomes, a Dra. Beth Araújo, responsável pela OAB-Mulher em Saquarema, o presidente da OAB-Saquarema, Dr. Miguel Saraiva, o diretor de meio ambiente da OAB-Saquarema Gilvando Aguiar, a secretária municipal da Mulher, Rosângela Borges, o diretor comercial do jornal O Saquá Edimilson Soares, a diretora do CACS (Centro Artístico e Cultural de Saquarema), artista plástica Telma Cavalcanti, a jornalista Michele Maria , do jornal O Saquá, o repórter fotográfico Agnelo Quintela, o jornalista Guilherme Stocchero, a fotógrafa Glória Barbosa e o estudante Guilherme Calazans, entre outros.
No encerramento, a professora Denise Fortino leu um poema trazido pelo produtor Geraldo Sardinha, que fez questão de colocar no cenário do evento duas bandeiras: uma do Che Guevara e outra da foice e martelo, ambas vermelhas. Tanto Geraldo Sardinha, que foi exilado, como Paulo Gomes, que foi preso político, fazem parte da rededemocrática.com, um site de notícias de esquerda.

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Sobre o autor

Alessandra Calazans é jornalista.