Paulo Stueber: Quando navegar é preciso

A viagem de Paulo começou em Blumenau e vai até Belém do Pará. (Foto: Dulce Tupy)

A viagem de Paulo começou em Blumenau e vai até Belém do Pará. (Foto: Dulce Tupy)

O catarinense Paulo Stueber, 33 anos, tinha um sonho: navegar, percorrendo e explorando o litoral brasileiro. Porém, sem um veleiro, resolveu ir de Blumenau a Belém do Pará, um percurso de 5.423 km, em cima de um Stand Up Paddle, um pranchão em que a pessoa fica em pé e usa apenas um remo para se locomover. Partiu do rio Itajaí-Açu, em Blumenau, sua terra natal, no dia 19 de janeiro, até alcançar o mar em Itajaí, ainda em Santa Catarina e depois as praias do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, onde chegou em 26 de abril, fim da primeira etapa de sua longa viagem. Deixando o Rio no dia 18 de maio, saiu da Barra da Tijuca e pernoitou em Ponta Negra, em seguida veio parar em Saquarema, onde ficou hospedado na Pousada Catavento, em Itaúna, depois de passar por grandes dificuldades no mar em ressaca que o impediu de entrar pelo canal da Barra Franca.

Paulo saindo da Praia de Itaúna para mais um trecho de sua aventura, de Saquarema até Arraial do Cabo, no Stand Up Paddle, em alto mar. (Foto: acervo pessoal)

Paulo saindo da Praia de Itaúna para mais um trecho de sua aventura, de Saquarema até Arraial do Cabo, no Stand Up Paddle, em alto mar. (Foto: acervo pessoal)

Em Saquarema, o navegante Paulo aproveitou sua estadia para curtir o Campeonato de Surfe que estava rolando no “Maracanã do Surfe” e assistiu o show do Gabriel o Pensador. Remando 46 km em 7 horas, saiu de Saquarema num ritmo alucinante rumo a Arraial do Cabo, onde chegou no final da tarde, no dia 30 de maio, e de onde pretende continuar a segunda etapa da viagem que vai do Rio a Salvador. A previsão é chegar a Belém, o destino final de sua aventura, entre janeiro e março do ano que vem.

Mas nosso herói – que repete a saga do poeta Camões, quando dizia: navegar é preciso – não rema todos os dias; depende do tempo, do vento e da condição do mar. Desde que resolveu largar o trabalho num estaleiro de Itajaí como construtor naval, vender o carro para comprar o equipamento da viagem e revelar seu plano para a família, pais, esposa, filho e amigos, Paulo nunca pensou em desistir. Com noções de navegação, condições do clima e do mar, arrisca tudo para viver esse momento, quando muitas vezes é obrigado a dormir em uma casinha de guarda-vidas, pernoitar ao relento ou em uma casa abandonada numa ilha, em cima da prancha de Stand Up, na terra ou no mar… Contando apenas com um patrocinador, leva uma bagagem mínima, um só casaco, um saco de dormir e uma esperança. Quem sabe no futuro escrever um livro. Sempre com a certeza de que fez a escolha certa. É possível acompanhar as fotos e comentários desse aventureiro pelo facebook através da página SUP Verde Mar.

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