Saudades do futebol do passado

A fachada do Saquarema Futebol Clube, potência do município, criado em 1920. (Fotos: Paulo Lulo)

A fachada do Saquarema Futebol Clube, potência do município, criado em 1920. (Fotos: Paulo Lulo)

O futebol saquaremense – de tantas glórias – vem se arrastando com poucas competições, deixando os torcedores mais antigos com saudades do Campeonato Estadual de Seleções, Campeonato Municipal, disputado por clubes afiliados a FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), Copa Região dos Lagos e Campeonato Campeões dos Campeões. Dentre os grandes times da antiga, destacam-se o Santa Luzia, de Sampaio Correa, que por várias vezes foi campeão municipal e contava com grande número de torcedores em sua maioria funcionários da Usina de Açúcar, uma das potências econômicas do município na época.

A equipe do Sampaio Correa tinha uma bela diretoria – Lucio Couto, Ari Fonseca, Chiquinho Batista – tendo como patrono Durval Cruz, cujo estádio leva seu nome, além de craques locais e outros vindos de São Gonçalo e Niterói: Jorginho, Roló, Elias, Jorge Luiz, Ddode, Delmir, Dico, Arthur, João Carlos, Gabriel, Carrete, Pelezinho, Didi, Chicão, Canidé e Cleber, que deram muitos títulos ao tricolor de Saquarema. Lembrando também de 2 torcedores folclóricos: Matinada e Dona Ana.

Já o Saquarema, várias vezes campeão municipal e campeão estadual de profissionais, teve 3 diretorias que marcaram o clube pelo trabalho realizado nas gestões de Dozinho, Itener de Oliveira e Segisfredo Bravo. Entre os atletas destacamos: Washington (um mito), Gica, Humberto Glória, Ivan, Méco, Romeu, Nildinho, Sabará, Orlando Capecci e os mais recentes Helinho, Dil, João Eduardo, Ludemar e Zé Carlinho, além dos técnicos Zé de Nini, Hélio Bravo, o zelador Nônito (um baluarte do clube) e Delarolle, que veio de Maricá e foi o primeiro atleta de fora do município a vestir a camisa auriverde.

Outros clubes também brilharam no município, como o América. Situado no bairro de Bonsucesso, jogava no estádio Izaías Amorim e teve grandes momentos, dirigido por Seu Zaínho, Julio Amorim, Godinho, Narcísio Amorim, Guilherme e Rogélio, sob a direção técnica de Carlos Roberto Ferreira e depois Gilcílio Machado. O alvirrubro brilhou com um elenco destacado por Pedro Gago, Ademir Amorim, Renato, Banha, Coronel, Sérgio Fubá, Guimalir e Ademir.

Também deixou saudades o Bacaxá que teve Carlí, Hamilton, Cindinho, Coloretti, Tição, Wilson Bravo, Jorge Cutruco, Joacir, Josué e o eterno presidente Tancredo Moreira. No Barreira, a situação não era diferente, com dirigentes badalados como Ademário e Elcy Mendonça, e craques com Ide, Pingo, Cabral, Adelmo, Robertinho, Adélio, Anselmo e outros. Em destaque, os 3 atletas que rodaram vários clubes: Espirro, Vavá e Boquinha; e os clubes menos conhecidos, mas que deixaram lembranças, como o Santa Cruz, do Rio Seco, com seu polêmico presidente, Sebastião Reis, além do diretor Luiz Mello e os atletas Manoel Português e Lucio Walter; o Corinthians, do Palmital, com os craques históricos: Ari, Caubi e Darli, além do torcedor fanático Lazinho e o grande diretor Docha.

Santa Cruz, Corinthians e os 3 melhores presidentes da liga saquaremense de desportos, Edilson Costa, Áureo Vignoli e Carlos Roberto Ferreira.

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Sobre o autor

Gilson Gomes é presidente da LISCA – Liga Saquaremense de Clubes Avulsos.