Óleo pode ser reciclado

A preocupação com o meio ambiente caminha junto com a sustentabilidade. Em Saquarema, restaurantes, lanchonetes já podem participar do descarte de óleo de cozinha de forma correta. Semanal, quinzenal ou mensalmente os coletores passam nos locais credenciados, recolhem o óleo e dão a ele destino certo. O trabalho é feito em toda a Região dos Lagos e ainda em Macaé e Rio das Ostras.

O material é encaminhado para o Rio de Janeiro, onde passa por um processo de transformação, sendo misturado com outras matérias primas, como soja e pinhão manso, podendo virar massa de vidro, aditivo no preparo de pré-moldados de concreto, solvente de tintas, matéria prima na indústria de óleos lubrificantes automotores, insumo para cosméticos, combustível para caldeiras, sabão, detergente e principalmente para a produção de biodiesel.

Prove 

Em 2008 a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA/RJ) criou o Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais do Estado do Rio de Janeiro (Prove), com o objetivo de evitar o despejo de óleo de cozinha em corpos hídricos, que prejudica o meio ambiente. Infelizmente a maior parte do óleo vegetal ainda é despejada em ralos, comprometendo as tubulações dos edifícios e das redes de tratamento de esgoto.

Nas regiões onde não há rede coletora, o óleo vai diretamente para os rios e lagoas, aumentando a poluição e a degradação ambiental. Essa prática acarreta prejuízos à população, às concessionárias de saneamento e aos governos. O programa, que é desenvolvido em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), incentiva a criação de cooperativas de coleta seletiva de resíduos sólidos e líquidos (no caso, o óleo de cozinha) e a geração de trabalho e renda para os catadores organizados.

Em Saquarema, o restaurante Marisco e a rede Bel foram pioneiros na adoção do Prove, entre outros restaurantes.

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Sobre o autor

Michele Maria é jornalista, graduada em Letras e pós graduada em Jornalismo, Rádio e TV.