Os jornais continuam tendo a maior credibilidade na mídia

Editorial - Dulce Tupy

A DPZ Propaganda é uma das agências de publicidade mais respeitáveis no Brasil e no mundo. O jornal O Globo publicou no dia 15 de maio, um artigo assinado por Flávio Rezende, diretor nacional de Mídia da DPZ Propaganda, que é um primor em tempos de supervalorização da mídia digital. Contrariando todas as previsões de que os jornais impressos iriam acabar, depois do surgimento da internet, as estatísticas comprovam que nunca se vendeu tantos jornais e o jornal impresso continua a ser o meio de comunicação de maior credibilidade no planeta.

Segundo Flávio Rezende, os jornais nunca acabarão porque estão baseados em 3 pilares: o hábito e costume de ler jornal, que se multiplica a cada ano em todas as partes do mundo, a credibilidade que os jornais têm, muito acima das TVs, rádios e sites, blogs e facebooks na internet e a constatação de que na verdade os meios de comunicação se completam. De acordo com o IBOPE, 27% da população lê um jornal inteiro todos os dias, sendo que 51% confiam nas informações que leem em jornais. Outro dado importante da pesquisa se refere ao fato de que o perfil de leitores era de homens e hoje também incluem as mulheres, assim como as classes sociais era A e B e hoje são A, B e C, na maioria jovens de 20 a 49 anos.

Rezende ressalta ainda que dos 194 milhões de brasileiros, 46% leem revistas e consomem jornais, movimentando 24 bilhões de reais em publicidade. Na década de 1990, eram 334 jornais diários que em 2011 já somavam 683, no Brasil. No total, os jornais (não só os diários mas também os semanais, as revistas mensais, etc.) eram 2.142 títulos e hoje são 4.213. Sem contar os jornais gratuitos… Isto demonstra uma grande vitalidade no meio de comunicação jornal, incomparável com outras mídias que na verdade são complementares.

Hoje, o que sai na internet vira notícia de jornal e sai também em outras mídias (revistas, rádios, TV, sites, blogs, facebooks, etc.). E o que sai na mídia impressa vai parar na internet e nas demais mídias (rádios, TV, sites, etc). Assim, os meios impressos conquistaram uma audiência sem igual na história, considera Rezende. A notícia diária repercute nas mídias sociais (sites, blogs, facebooks, twitter, etc.), nas revistas, nas rádios e na TV. Por outro lado, o fato em tempo real, na internet, ganha credibilidade quando repercute nos jornais. Ou seja, nenhuma mídia vai acabar com a outra e sim são complementares cada vez mais, cumprindo maneiras diferentes de informar.

Em síntese, pensar que a propaganda em outdoor, em rádio, TV, carro de som, internet substitui a publicada em jornais impressos é um erro e corresponde a uma visão estreita da comunicação atual. A mídia que tem maior credibilidade, comprovadamente, é o jornal impresso, agora com maior alcance, através de suas versões online, na internet, através de seus sites, facebooks, twitter, google+, etc. Na era das comunicações em que estamos vivendo, quem não entender esta lição estará fadado ao esquecimento.

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Sobre o autor

Dulce Tupy é editora do jornal O Saquá e da Tupy Comunicações.