Botou a foto da perereca no facebook e outros casos de polícia

Plantão de Polícia - AG Marinho

Botou a foto da  perereca no facebook

O marido de Leontina tinha uma namorada conhecida e escancarada. Exibia até aliança de casada e fez no computador uma “certidão de amante oficialmente reconhecida”. Usava e assinava documentos com o sobrenome do marido da outra e colocou o amante como 2° titular de sua conta bancária. Para alegrar os parentes, antes do natal alugou um vestido e se vestiu de noiva. Fez uma fotomontagem com o retrato do amante dizendo ser seu esposo e mandou para os pais no nordeste, onde a festança comemorou o “casório da virgem filha”.
No bairro das fuxiqueiras, a história caiu na boca do povo e alguém encheu os ouvidos de Leontina e deu uma M… sem tamanho.

Procurado e recontratado, o fotomontador pegou o corpo de uma mulher pelada e botou a cabeça da falsa noiva com véu e grinalda, deu um realce de tinta preta na perseguida e ainda fez baby lise na dita cuja. A montagem, além de ter sido distribuída no bairro, foi enviada para os paraibanos parentes festeiros. Dois dias depois postaram o retrato da pomba arrepiada da noiva no facebook. No dia 31, a família da noivinha chegou de bicho e o bairro passou o réveillon embaixo de porrada. A polícia entrou no bolo, mas a confusão continua solta, porque toda manhã aparece o retrato da pentelhuda colado nos postes da localidade.

Pomba com sarampo

Justina fez um jantar caprichado, mas na hora da sobremesa disse para o marido que, apesar de saber muito bem que toda quinta-feira era dia de esgramelar a maromba, resolveu nunca mais dar para o esposo. Surpreso berrou seus direitos e proclamou traição. Enfurecido pegou uma faca afiada e ameaçou fatiar a perereca da mulher até que ficasse igual a varejo de mortadela de padaria. Implorado, resolveu se acalmar e ouvir as razões de tal decisão.

Ao se declarar como injustiçada e sofredora, afirmou ser portadora de uma doença contagiosa e para não contaminar o querido esposo decidiu renunciar ao prazer e ao sexo. Disse sempre ter sido fiel e que Alfredo não precisava se lamentar por chifres. Explicou que o seu problema é uma vermelhidão e coceira que vem lhe devorando por baixo e recentemente diagnosticada como sendo “sarampo na pomba, uma praga que quando ataca a perereca tem cura temporária, porque vai e volta, mas quando pega no bilau é permanente, coça até o pau virar graveto”. Alfredo não acreditou na história, esmigalhou e desmaiou a infectosa na porrada, depois pegou uma faca e tentou suicídio cortando os pulsos. Socorrido pelos vizinhos foi do hospital para a delegacia, onde foi preso e enquadrado na Lei Maria da Penha.

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A orangotango de Melinda cabeluda

Melinda recebeu do marido como presente de aniversário um aparelho para depilação e um creme milagroso para eliminar definitivamente os pentelhos. O cartão de parabéns, entulhado de beijos e afagos foi concluído com a seguinte e carinhosa frase: “para que durante o nosso sexo a sua perereca não continue parecendo um orangotango chupando picolé”. Irada com a comparação, manifestou a capivara desvairada e antes de usar o aparelho lavou a área a ser raspada com um esfregão de bucha de cerca, afogou o retrato do marido na água do banho e botou o caldo da perereca no despacho.

Genildo, que já andava meio desbombado, após a macumba ficou completamente brocha. Sacaneado pelos amigos botou a culpa na macumba. Encasquetou com o caroço que estava nascendo em sua testa era um chifre e passou a exigir da esposa que desmanchasse o vodu arriado na encruzilhada. Como o caroço continuou a crescer, rasgou a roupa da mulher, esquentou uma frigideira e sapecou a porrada que ficou toda queimada. Insatisfeito jogou a vítima peladona dentro de um poço. Segundo os vizinhos que ajudaram a tirar Melinda do buraco, a orangotango estava polida e reluzente de tão raspado.

Fissurado na jiboia

A cobra de estimação de Reginaldo estava tão domesticada e acostumada aos paparicos do dono que só dormia ao som de canções de ninar, mesmo sendo surda e zuada das ideias. Trocas de beijos na boca e lambeções de língua eram constantes e, apesar dos dois metros e mais um pedaço, se enrodilhava no colo de Naldo para assistir TV. Zelma, que já estava muito emputecida com a jiboia, que o marido chamava carinhosamente de dondoca, ficou mais irada ainda quando ele decidiu que a cobra passaria a dormir na cama do casal. Logo na primeira noite, dondoca além de se enfiar debaixo do edredom, meteu a cabeça entre as pernas da esposa furiosa e ficou futucando Zelma por baixo. Durante a briga na manhã seguinte o tempo fechou e no meio do fogaréu ela disse que o marido ultimamente só ia ao banheiro fazer cocô se levasse a cobra e durante o banho não dispensava a presença do bicho. Para finalizar mandou o marido enfiar dondoca no rabo e afirmou que achava que ele já vinha fazendo isso há muito tempo. Sem mais assunto arrumou as trouxas e pirou fora.

Do boteco do bairro a história do homem que largou a mulher pra se amasiar com uma jiboia grossa virou a fofoca da cidade, mas Reginaldo parecia não se importar com as piadas, até que um amigo perguntou se dondoca entrava de cabeça e se enfiava de marcha à ré. Tomou um tiro como resposta e está em estado grave. Naldo tá preso e a cobra sumiu no mato.

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Sobre o autor

AG Marinho é jornalista e poeta. E-mail: siragom@gmail.com.