A renovação para o vôlei vai passar pelo CT de Saquarema

A Seleção Feminina no pódium dos Jogos Olimpicos de Londres, onde conquistou a tão sonhada Medalha de Ouro.

A Seleção Feminina no pódium dos Jogos Olimpicos de Londres, onde conquistou a tão sonhada Medalha de Ouro.

Repetindo Pequim, as duas seleções brasileiras de vôlei chegaram à final na Olimpíada de Londres e, da mesma forma, a equipe feminina, comandada por José Roberto Guimarães, ganhou o ouro, tornando-se bicampeã olímpica e a masculina, tendo à frente Bernardinho, a prata, disputando a terceira final olímpica consecutiva. Se acrescentarmos ainda o vôlei de praia, onde a dupla Emanuel e Alisson faturou a medalha de prata, enquanto Juliana e Larissa o bronze, totalizamos quatro pódios no voleibol.

O grande destaque foi o vôlei espetacular das chamadas “superpoderosas meninas” que repetiram a final de Pequim contra as americanas, com a diferença que desta vez o favoritismo era delas porque estavam invictas na competição, tendo perdido apenas dois sets. Embora nossas meninas começassem muito mal a grande decisão, perdendo o primeiro set para as americanas por 25×11, retornaram para o segundo set transfiguradas por uma energia surpreendente e viraram o jogo ganhando os três sets seguintes, construindo uma vitória histórica por 3×1 comandadas pelo maior vencedor olímpico de todos os tempos do esporte brasileiro: o tricampeão José Roberto Guimarães. Ele conquistou dois títulos consecutivos como treinador do vôlei feminino, em Pequim (2008) e agora em Londres, além do ouro como treinador da seleção masculina na Olimpíada de Barcelona, em 1992.

Alinhado entre os três melhores no hanking mundial, o vôlei brasileiro tem como desfio prioritário, após a Olimpíada de Londres, a renovação, tanto na seleção masculina quanto na feminina, provocada pela idade de importantes atletas de uma geração que trouxe tantas glórias para o esporte brasileiro. Uma renovação que já começou devagarinho no Centro de Treinamento de Saquarema, no ano passado, e deverá se consolidar daqui para frente com o início de uma nova era, já conhecida como “ciclo olímpico”, até a Rio-2016 quando os atletas vão ser muito cobrados.

A olimpíada de Londres trouxe-nos a triste despedida de brilhantes jogadores como Giba, Serginho, Ricardinho, Rodrigão e jogadoras como Fabi, Fofão, Sassá entre outras, mas, em compensação, o otimismo de já podermos contar com Murilo, Dante e Bruninho, precursores da renovação, e as boas vindas aos recém-chegados Lucão, Vissoto, Wallace, Mário Júnior, Lucarelli e, na seleção feminina, Dani Lins, Fernanda Garay, Thaísa, Tandara, Fernandinha e Adenísia. Muito importante neste processo de renovação é também a permanência dos técnicos campeões. O presidente da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Ary Graça, acaba de confirmar que Bernardinho seguirá à frente da seleção masculina pelo menos até 2016. Confirmou também seu desejo de que José Roberto Guimarães continue no comando da seleção feminina por mais um ciclo olímpico.

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Sobre o autor

Marcelo Vignoli escreve sobre esporte para o jornal O Saquá.