Limpeza na Praia de Itaúna

O professor de surfe Sol Angel e as crianças e jovens que participaram do Projeto Limpeza da Praia, na Barrinha, promovendo a consciência ambiental. (Divulgação)

O professor de surfe Sol Angel e as crianças e jovens que participaram do Projeto Limpeza da Praia, na Barrinha, promovendo a consciência ambiental.

Pelo 10º ano consecutivo, o Instituto Ecológico Aqualung e seu Projeto Limpeza na Praia, comemorou a Semana Mundial do Meio Ambiente, promovendo o evento Limpando & Reciclando. Foi uma ação de conscientização, onde os voluntários retiraram das areias das praias em vários municípios do Estado do Rio de Janeiro, o máximo de resíduos sólidos, principalmente do microlixo que fica escondido na areia. Foram distribuídos um total de 20.000 sacolas de plástico reciclado, luvas e folderes aos participantes desta importante campanha.

No Ano Internacional das Cooperativas (International Year of Cooperatives), segundo a ONU / UNEP / Clean Up The World, o grande foco será o de conscientizar a sociedade a separar o lixo em resíduos secos (inorgânicos) e resíduos úmidos (orgânicos) para que as cooperativas tenham mais facilidade na reciclagem. Todos sabem que a solução a longo prazo é diminuir a quantidade de resíduos produzidos ou mesmo consumidos. Identificar as fontes de poluição e dar conhecimento à população dos riscos dos resíduos nos ambientes aquáticos são importantes metas desta ação ambiental, que une voluntários de todas as idades dos mais diversos setores da sociedade. É também uma oportunidade para a participação comunitária na limpeza que contribui para minimizar no curto prazo o impacto dos resíduos sólidos e suas consequências danosas para o ambiente e fauna marinha.

Perigo para o ambiente e seres marinhos

Os detritos sólidos e o microlixo descartados de forma incorreta e em locais inapropriados deixam as regiões costeiras e as praias sujas e poluídas e podem provocar mortandade de animais marinhos. Quase dois terços de todo o lixo que é encontrado pelos voluntários é constituído de canudinhos, filtros de cigarro, tampinhas, cotonetes e sacos plásticos, que representam para a fauna marinha o maior percentual de materiais ambientalmente perigosos. Restos de redes, linhas de pesca, cordas e sacos plásticos abandonados no mar permanecem nesse ambiente por muitos anos e acabam vitimando inúmeros animais que se enroscam e acabam morrendo por asfixia ou por inanição.

Peixes, aves, focas, tartarugas e golfinhos podem confundir os detritos que ficam boiando no mar com lulas, águas-vivas e outros alimentos que formam parte de sua dieta. Golfinhos e gaivotas já foram encontrados mortos com o estômago cheio do lixo que veio das cidades. O filtro de cigarro, o item mais coletado no mundo todo, tem ocasionado a morte de inúmeros animais que o confundem com comida e o engolem. O mesmo ocorre com os sacos plásticos. Um saco plástico à deriva no mar é facilmente confundido com uma água-viva, componente alimentar de várias espécies de tartarugas-marinhas. Engolindo um saco plástico, a tartaruga pode morrer por asfixia.

Além da limpeza das praias de Copacabana, Ipanema, Leblon, São Conrado, Barra da Tijuca, Sepetiba e Ilha de Paquetá, no Rio, também tiveram ações de limpeza a praia de da Barra, em Maricá e praia de Itaúna, em Saquarema. Em Volta Redonda, a limpeza foi feita na beira do rio Paraíba do Sul, com alunos e professores.

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