Abuso do álcool por adolescentes

Enfermagem - Dr. Renato José dos Santos

Estamos vivendo uma época completamenta louca. Nos anos em que trabalho nos serviços de pronto socorro, tenho observado, cada vez mais, como as equipes de pronto socorro possuem dificuldades de tratar os abusos cometidos pelos adolescentes com o álcool. Também sabemos que em muitas das vezes não é somente o álcool que os adolescentes fazem uso, mas uma miscêlanea de drogas proibidas, trazendo dificuldades para a equipe realizar o tratamento e o salvamento de suas vidas.

A juventude, que deveria ser a fase da existência humana mais bonita, mais agradável, mais aberta no sentido de aprendizagem e desenvolvimento, está cada vez mais envolvida com coisas erradas, com coisas que não deveriam, com coisas que não são corretas. Alguns jovens estão colocando tudo a perder, quando passam a se envolver com álcool e drogas, que representam um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade. O alcoolismo é um problema de saúde pública ainda mais grave do que o tabagismo. Apesar do cigarro ser responsável pela morte de um número maior de pessoas, os grandes prejudicados são os próprios fumantes. O alcoolista, entretanto, todos os dias, acaba com a vida de milhares de pessoas inocentes, em brigas e acidentes de trânsito.

Os nossos jovens estão se acabando, estão se mutilando, estão fazendo cada vez mais cedo o uso do álcool, estão bebendo sem limites, bebendo compulsivamente, trazendo preocupação para os pais e para toda familia. Apesar da legislação existente, a compra de bebida por menores é constante e frequente em bares e estabelecimentos comerciais. O álcool provoca euforia, desinibição, afeta a cordenação motora, afeta os reflexos, a percepção e causa danos ao organismo, debilitando os orgão fundamentais para o funcionamento adequado do corpo. O fígado é um dos pricipais orgãos afetados, uma vez que é ele que armazena o glicogênio, a nossa reserva de glicose, que é liberada aos poucos na corrente sanguínea, quando o indíviduo está sem se alimentar por um determinado tempo.

Pais, mães, tias, avós etc. avisem aos seus entes queridos, para terem cuidados com as bebidas alcoólicas. Após a pessoa se tornar dependente, o tratamento fica bastante complicado e vai depender do apoio dos familiares e amigos para o retorno à sociedade. Um Feliz Ano Novo repleto de paz, harmonia e amor para vocês, caros leitores, e para toda a familia.

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Sobre o autor

Renato José dos Santos é enfermeiro. E-mails: renatojsantos@uol.com.br e renatojsantos@petrobras.com.br.