Reciclar é preciso: lema da cidade

O interior do atual galpão da ACRAMA, na Rodovia Amaral Peixoto, em Bacaxá. Fotos: Michele Maria

O interior do atual galpão da ACRAMA, na Rodovia Amaral Peixoto, em Bacaxá. Fotos: Michele Maria

Por: Michele Maria

Parece frase pronta, mas é este o lema de centenas de recicladores que coletam e comerciam materiais recicláveis no município de Saquarema. Hoje, mais do que ontem, o meio ambiente passa por um trabalho ostensivo e eficaz de coleta de lixo, o que gera empregos, renda e sustentabilidade. O jornal O SAQUÁ, preocupado com ações sustentáveis, vem acompanhando a parceria formada pela cooperativa Associação de Catadores, Recicladores e Amigos, ACRAMA Verde, Prefeitura Municipal de Saquarema e a empresa Thalis, responsável pela coleta de lixo no município.

Terreno onde será construído o novo galpão de reciclagem

Terreno onde será construído o novo galpão de reciclagem

O Projeto idealizado pela ACRAMA Verde, localizada em Bacaxá, na Rodovia Amaral Peixoto, km 71, vai organizar a coleta seletiva no município. Uma reunião selou o acordo entre as partes: a prefeita Franciane Motta, o secretário de Meio Ambiente Gilmar Magalhães, o representante da Thalis, Luciano Silva e o representante da ACRAMA Verde, Jorge Alexandrino. Na ocasião, Franciane declarou: “O meu sonho é implantar a coleta seletiva em todos os bairros de Saquarema”.

As reuniões que aconteceram em 15 e 30 de agosto foram para apresentar o projeto piloto que vem de encontro à proposta da prefeita, além de fazer valer a Lei Federal 11.445 e o Decreto 5940, que tratam da coleta solidária nos órgãos federais. A lei determina que os órgãos públicos doem o material de descarte para as associações de catadores.

Posto de Coleta

Os catadores pretendem melhorar as condições da reciclagem feita no município, com apoio da Prefeitura Municipal

Os catadores pretendem melhorar as condições da reciclagem feita no município, com apoio da Prefeitura Municipal

A ACRAMA Verde, além de atender aos 48 associados, funciona também como posto de coleta. O cidadão comum que desejar doar ou vender qualquer tipo de material, como papelão, plástico, sucata, alumínio, metal, vidro, poderá fazê-lo diretamente em seu galpão na rodovia. São mais de 200 catadores informais cadastrados, que acessam a cooperativa aproximadamente 2.000 vezes ao mês. A renda mensal aproximada dos catadores é de R$ 700, 00 (setecentos reais). Na cooperativa, que fica no Rio da Areia, há também famílias associadas que têm como única fonte de renda a reciclagem. Nesse sentido, Alexandrino falou da preocupação com a saúde dos catadores.

“A utilização dos equipamentos de segurança, como luvas, máscaras e botas é fundamental para o trabalho do catador. Sem esses cuidados, ele pode adoecer. Nunca tivemos problemas com isso por aqui”, comenta orgulhoso Alexandrino, que falou também sobre as vantagens que os catadores terão, após a consolidação da parceria, que irá trazer cursos de conscientização para os coletores e maior motivação para proteger a saúde. Hoje, em Saquarema, já se faz a coleta seletiva do lixo hospitalar, que é recolhido nas unidades de saúde, evitando a contaminação dos catadores.

Você sabia?

A coleta seletiva consiste apenas na separação do lixo seco, do molhado?

Cada cidadão produz de 700g a 1kg de lixo por dia?

Famílias inteiras sobrevivem do lixo?

A coleta seletiva eficaz pode reduzir em até 100% o volume de lixo?

Até os lixos molhados podem ser reaproveitados?

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Sobre o autor

O jornal O Saquá tem diversos jornalistas e autores que colaboram com seus textos.