O Poeta no Quarto, 4° livro de João Galvíncio

O Poeta no QuartoO quarto livro do poeta João Galvíncio, tem sua marca logo no título. O poeta no quarto pode ser interpretado como mais um trocadilho, com duplo sentido, que sinaliza não só o espaço íntimo de uma casa, o quarto, com todo o imaginário que as quatro paredes de um quarto simbolizam, como também é o seu 4° livro. Para completar a charada, a editora escolhida, por acaso, pelo autor também tem a ver com o mitológico número 4: é a Quártica Premium, que fez um belo trabalho de edição.

O poeta João Galvíncio

O poeta João Galvíncio

Autor da trilogia A coisa chamada poesia (2001), A Coisa chamada paixão (2003) e A coisa chamada saudade (2007), João Galvíncio é um poeta que vibra com as palavras, transformando o simples numa descoberta. Construindo versos, trabalhando emoções, Galvíncio vai edificando seu castelo de poesia. Com versos longos e simétricos, coloca palavras sobre palavras: “Mais que onda do mar alto afago-te amor faço”. Ou: “Borboleta batia asas beleza voava na incerteza”.

Com dois poemas dedicados a saudosa amiga e também poeta Ana Maiolino, esse poeta nascido no sertão da Paraíba, encontrou na mulher amada e na cidade de Saquarema toda a inspiração. Mergulhando nos opostos, se indaga: “Sou anjo-seiva que serve teu corpo-flor/ou demônio-espinho magoando amor?” Tudo é possível no quarto do poeta: “Amada musa do sentir não compartilhado/Seduzí-la faz-me súdito tocá-la me fará rei”… No poema “Saquarema como via”, sintetiza: “Pra poeta musa é maior que eternidade do poema”.

Criado em Alagoa Grande, onde trabalhou na Cooperativa Agrícola, João Galvíncio viveu até os 19 anos em João Pessoa, onde trabalhou no Banco do Estado da Paraíba, vindo para o Rio de Janeiro bem jovem, trabalhou na Fundação das Pioneiras Sociais e no Instituto Nacional do Câncer, onde se aposentou. Casado com Neide, com quem formou uma grande família, hoje com filhas e netos, João construiu em Barra Nova seu escritório com vista para o mar. É ali que recebe os amigos e fabrica versos: “Das vazias noites que choram viúvos/dos poetas que guardam tantas rimas/dos beijos que acasalam tantos seres/das avós esquecidas em velhos asilos” (Silêncios).

Fundador da Academia Maçônica de Letras, Ciência e Artes do Estado do Rio de Janeiro, onde ocupa a cadeira 17, cujo patrono é Casimiro de Abreu, e da Academia Niteroiense Maçônica de Letras, História, Ciência e Artes, onde ocupa a cadeira 6, cujo patrono é Benjamim Sodré, Galvíncio vai lançar o livro O poeta no quarto, dia 25 de setembro, às 16 horas, na Cinéa Fest House, na Av. Saquarema, 1389, no Porto Novo. É a chance de brindar com o poeta.

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Sobre o autor

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