Viajando…

Cultura é Notícia - Beatriz Dutra

Nada como sair da descolorida, árida e estressante rotina do dia a dia e… viajar! Não precisa ser viagem longa não… Bastam sete dias ou mesmo um fim de semana prolongado de beleza, leveza e descontração para nos sentirmos renovados e melhor equipados para aturar as mesmas notícias de sempre de violência, corrupção e impunidade.

Foi aí que, dessa vez, num repente, decidi ir à Bahia, “terra da felicidade”… Bahia de todos os santos, Bahia de todos os deuses…

Bahia desde sempre o meu “xodó”. Tanto que escrevi nos versos de um poema: Que seria de nós não fosse a emoção? Que seria de nós não fosse a paixão?/Seria como o Verão sem sol de meio-dia… / Ou, talvez, como o Brasil sem a amada Bahia…

É sempre muito bom rever o verde esmeralda daquele mar cantado por Caymmi e contado por Jorge Amado.

Dessa vez, decidi conhecer Ilhéus, cidade onde Jorge Amado passou sua infância, parte da adolescência e escreveu seus primeiros livros. Conheci a casa em que ele morou e hoje se transformou no “Centro Cultural Jorge Amado”. Emociona estar ali. Sente-se, sua presença e a de sua família: pai, mãe e irmãos… É impressionante como o amado Amado está “vivo” na cidade! O “Bar Vesúvio”, de Nacib e Gabriela, lá está com seus 101 anos de existência. Lá estão os retratos nas paredes do verdadeiro Nacib e de sua “Gabriela” (bem diferente da sensual personagem vivida por Sonia Braga na novela e no filme). E soube que ele, de fato, a escondia na parte de cima do bar, pois na parte de baixo, os coronéis do cacau se encontravam e enquanto bebiam e contavam vantagens, suas mulheres iam para a capela ao lado rezar. Soube ainda que enquanto elas rezavam era comum eles irem escondidos ao “Bataclan”, de Maria Machadão, para se divertir com as “meninas”… E no final da missa, o coroinha da capela ia correndo ao “Bataclan” avisá-los que a missa estava acabando…

Tanto ainda a contar, mas o espaço acabou. No próximo mês continuo, já com a chegada a Itacaré, um paraíso baiano que lembra Búzios da década de 70. Até lá!

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Sobre o autor

Beatriz Dutra é poeta, “Cidadã Saquaremense” e membro da Academia de Letras Rio – Cidade Maravilhosa.