Maçonaria no século XXI

Maçonaria - Ricardo Jorge Fideles

A Maçonaria para o terceiro milênio, ou melhor, para o seu início, pois seria absurda pretensão tentar-se adivinhar o que se passará em todo o século seguinte, a MAÇONARIA, repito, deve modificar o seu modelo de trabalho nas LOJAS. Em duas horas, apenas, não poderemos tratar, condignamente, dos inúmeros problemas que nos cercam e de tantas obrigações burocráticas. Devemos rever o (modo de leitura de ATAS), da leitura dos expedientes, da circulação do saco de propostas e informações, do uso da palavra a bem da Ordem em Geral e do Quadro em particular, por exemplo. Há formas possíveis de fazê-lo, com plena liberdade de comunicação e expressão. Inclusive, algumas dessas medidas já vêm sendo praticadas em algumas sessões maçônicas. Precisamos nos desdobrar e não ficarmos satisfeitos com uma sessão semanal e, quase sempre formal. PRECISAMOS NOS DAR MAIS À MAÇONARIA. Juramos servi-la. Se não nos atualizarmos com a problemática do mundo moderno, ficaremos, para sempre, comentando o passado. Em breve nos tornaremos uma instituição obsoleta, anacrônica e meramente folclórica. Tenho certeza de que nenhum maçom deseja esse destino para nossa Ordem. A vida é evolução e nós não poderemos manter, impunemente,a mesma rotina de trabalho que nos acompanhou-e nos foi útil – há séculos. É chegado, porém, o momento de evoluir ou decair. Repito sem pretensões proféticas, mas baseado nas minhas constantes e honestas observações, que, ou trabalhamos mais, vivemos mais intensamente cada dia na MAÇONARIA, definindo nosso posicionamento no mundo atual, ou nos tornaremos, inevitavelmente, inexoravelmente, uma instituição OBSOLETA, ANACRONICA, E FOLCLÓRICA.

2 – A MAÇONARIA NO BRASIL

Há muita controvérsia sobre o momento e o local em que a maçonaria, como a conhecemos hoje, chegou ao Brasil. Não é este,inclusive,o instante de comentá-lo. O fato importante é que ela foi difundida entre nós e foi atuante em todos os grandes acontecimentos políticos e sociais no Brasil desde a ocupação da terra até o século XIX. A “Conjuração Mineira’’, a “Independência’’ a “Libertação dos Escravos’’, a “República’’ são títulos indispensáveis em qualquer relato da participação maçônica em nosso país. Foram realizados por homens como nós. Alguns ocupavam elevados postos de comando e decisão e não tergiversaram em cumprir o seu juramento de lutar, em todos os campos, contra o que era aceito pelos maçons de então, como um erro a ser corrigido. Não se intimidaram contra o risco de lutar para fazerem triunfar os seus ideais, mesmo contra as autoridades legitimamente constituídas, quando se fizesse necessário. Hoje, nós os louvamos, sentimos orgulho de suas ações, mas não os imitamos. Mudou a Maçonaria, ou mudamos nós?

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Sobre o autor

Grande Inspetor do Rito Escocês Antigo e Aceito, Membro do Consistório nº 01 do Supremo Conselho do Brasil, Grande Representante do Soberano Grande Comendador, Presidente das Lojas de Perfeição d Capitular: Heitor Campos Montenegro