Copa do Mundo começa no Brasil com audiência de 500 milhões de pessoas

Fifa World Cup - Brasil 2014Um grande evento na Marina da Glória, que custou R$ 30 milhões, divididos entre o governo do Estado e a prefeitura do Rio, deu o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2014 no Brasil com o sorteio dos grupos de cada continente para as eliminatórias, transmitido para 208 países e audiência estimada em 500 milhões de pessoas. Como anfitrião, o Brasil já está classificado sem precisar disputar com 165 países as outras 31 vagas. Sem o Brasil e sem o sorteio de grupos, o continente sul-americano terá nove seleções disputando as vagas pelo formato de pontos corridos, em jogos de ida e volta, no período de 7 de outubro de 2011 a 15 de outubro de 2013. Os quatro primeiros colocados garantem vaga na Copa de 2014 e o quinto vai para a repescagem, disputando a vaga com o quinto colocado na Ásia.

O fato do Brasil já estar classificado para a Copa sem precisar jogar as eliminatórias dá uma sensação de privilégio, o que sempre acontece com o país sede da maior competição do futebol mundial. Mas, na realidade, esse privilégio acaba sendo um desafio, principalmente no caso de um país como o Brasil, que vive uma época em que é necessária a renovação do time que, na última Copa, já apresentava uma média de idade acima da ideal. A coincidência da renovação com a dispensa de participar das eliminatórias complica porque perdemos a oportunidade de amadurecer a “garotada” com a experiência em competições internacionais. Elas serão substituídas por amistosos, muitos diante de adversários inexpressivos. Sem falar que amistoso é muito mais treino do que jogo. Como já dizia o campeão mundial Didi, “jogo é jogo, treino é treino”.

Com a derrota, agora, para a Alemanha (3 x 2), Mano Menezes mantém o jejum de vitória sobre adversários fortes. Antes, já fôra derrotado por 1×0 diante da Argentina e da França e empatou com a Holanda em 0 x 0. Essa nova derrota aumenta a pressão sobre Mano Menezes, mas o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, já garantiu a permanência do técnico, que não convenceu.

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Sobre o autor

Marcelo Vignoli escreve sobre esporte para o jornal O Saquá.