O orgulho de Saquarema

Esporte é Vida - Raysa Himelfarb

Em uma final de campeonato, o último apito é o momento que revela duas emoções antagônicas: de um lado, a dor da derrota, de outro, a emoção da conquista de um título. Porém, depois que Marcelo de Lima Henrique levantou os braços pela última vez na Taça Guanabara, a sensação de muitos torcedores do Boavista foi de tristeza, mas com uma parcela mais intensa e duradoura de orgulho.

Desbancar o, até então, frágil e incompreensível Vasco da Gama na fase de grupos para muitos foi um mero acaso. Mas vencer o poderoso e recheado de estrelas Fluminense nas semifinais reforçou a capacidade do Verdão de Bacaxá. E, mais do que isso, levantou o moral do Boavista. Na final, o time jogou de igual para igual com o Flamengo e só não carregou o jogo para as cobranças de pênaltis porque brilhou a estrela de um craque do outro time, que já foi melhor do mundo, chamado Ronaldinho Gaúcho.

É inegável que o Boavista vem crescendo ano a ano, mostrando um projeto interessante, sobretudo na formação de jogadores talentosos, como o meia Tony e o atacante André Luis. Além disso, a confiança da torcida e dos jogadores será uma forte aliada do Verdão para a disputa da Taça Rio.

O crescimento da equipe e, sobretudo, do clube como um todo, é motivo de orgulho para Saquarema. Agora, é pensar em investimentos de médio e longo prazo para que o clube não se torne apenas uma “modinha”. Acredito que a vontade dos torcedores é ver o Boavista na primeira divisão nacional, brigando por títulos de grande expressão. Quem sabe quando chegar este dia até Serguei deixe de ser tricolor para torcer em primeiro lugar pelo Verdão?

O Saquá 131 – Março/2011

Artigo publicado na edição de março de 2011 do jornal O Saquá (edição 131)

Compartilhe!
Palavras-chave:

Sobre o autor

Raysa Himelfarb é aluna da faculdade de Comunicação Social. E-mail: coluna.raysa@gmail.com