No coração do futebol

Esporte é Vida - Raysa Himelfarb

Magia. Quantas vezes o ser humano realmente se surpreendeu com fenômenos que transcendem o mundo real? Poucos foram os momentos em que o homem caiu nos feitiços de um par de pernas e uma bola de futebol. A capacidade de criar ilusões na cabeça de cada um faz da mágica algo único. Os dribles rápidos, a velocidade incomparável, a inventividade, o passe preciso e a destreza, digna de um ente divino. As qualidades se confundem. A perna direita e a perna esquerda. O negro e o branco. O rei e o deus. O brasileiro e o argentino. Yin-yang. O equilíbrio perfeito. Algumas teorias afirmam que os opostos se combinam e, se fosse possível criar o jogador perfeito, com certeza seria a junção dos dois.

É até melhor que os dois não sejam um só. Não teria graça. Quem agradece é o futebol, que teve o privilégio de ser a paixão da vida dos dois. Um triângulo amoroso com pitadas de extrema rivalidade. A vontade de conquistar o posto mais alto no coração do esporte: o de melhor do mundo. A discussão parece não ter fim. Bom, melhor assim. Não seria justo deixar um dos dois de fora deste patamar. Cada um namorou o futebol em épocas distintas e ambos serão lembrados pelo esporte como verdadeiros amores. E, nada mais justo que o Esporte é Vida de hoje fazer uma merecidíssima homenagem aos 70 anos do Rei Pelé e os 50 de Diego Armando Maradona, completados no mês de outubro.

O Saquá 127 – Novembro/2010

Artigo publicado na edição de novembro de 2010 do jornal O Saquá (edição 127)

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Sobre o autor

Raysa Himelfarb é aluna da faculdade de Comunicação Social. E-mail: coluna.raysa@gmail.com