Os acompanhantes hospitalares

Enfermagem - Dr. Renato José dos Santos

Os acompanhantes ajudam, colaboram, participam e, em alguns casos, atrapalham a equipe de enfermagem.  Existem alguns que ainda querem exclusividades a mais para seus entes queridos e esquecem que temos outros clientes (pacientes) para serem cuidados. Entretanto, não devemos esquecer que a presença dos acompanhantes nas unidades hospitalares é regulamentada desde 2003, pelo artigo 16º do Estatuto do Idoso que assegura esse direito. Cabe à instituição responsável propiciar condições para a permanência deste acompanhante em tempo integral, constando em parágrafo único que caberá à equipe de saúde conceder esta autorização e, em caso de impossibilidade, justificar por escrito.

Também o artigo 12 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê que os estabelecimentos de saúde devam proporcionar condições para permanência, em tempo integral, de um dos genitores ou do responsável pelo menor em casos de internação. A família, na maioria das vezes, assume este papel de acompanhante e, como tal, sofre com os desgastes físicos e emocionais decorrentes dos longos períodos em que fica em atividade, atendendo ao doente em seus cuidados e compartilhando dores e angústias. Ela desempenha um papel central na vida do cliente, tendo como importante função proporcionar os recursos físicos e emocionais para manter a saúde, representando assim um sistema de apoio nos momentos de crise e de doença.

A permanência de acompanhantes nas unidades hospitalares promove ainda a interação destes com a equipe de enfermagem, o que propicia o estabelecimento de um processo educativo que insere estes familiares/acompanhantes no contexto do cuidar, contribuindo para mudanças no estilo de vida da família. Dessa forma, o cliente passa a ser sujeito do processo de trabalho da enfermagem e, como ser humano dotado de personalidade, dignidade, honra, pudor e preconceito, faz-se necessária a interação eficiente entre ele e a equipe e que esta conheça sua natureza física, cultural, espiritual, social e psicológica para se estabelecer uma relação de confiança, a fim de transmitir segurança e apoio, respeito, tolerância, humildade e solidariedade, mini-mizando o estresse da doença e da hospitalização.

Portanto é importante a equipe de enfermagem entender as pessoas próximas do enfermo como principal fonte de atenção, afeto e suporte psicossocial. Finalizando, cuide bem do semelhante, pois devemos nos colocar sempre no lugar do outro e, com certeza, queremos ser bem tratados.  Bom carnaval a todos e não esqueçam as regras básica de segurança: se beber, não dirija; cuidado com pessoas estranhas; coloquem identificação nas crianças pequenas; cuidado com excesso de velocidade; use capacete ao sair de moto; tenha cuidado com seus pertences e, ao sair de casa, verifique se as portas estão fechadas. Se necessário, utilize os telefones:

190 – Policia Militar
192 – Posto de Urgência/Defesa Civil
193 – Corpo de Bombeiros

Capa O Saquá 117Artigo publicado na edição de fevereiro de 2010
do jornal O Saquá (edição 117)

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Sobre o autor

Renato José dos Santos é enfermeiro. E-mails: renatojsantos@uol.com.br e renatojsantos@petrobras.com.br.