VII Congresso de História em Cabo Frio

A jornalista e pesquisadora Dulce Tupy na mesa de debates, com os professores Guilherme Faria e João Gilberto Carvalho, da UVA, e Cleise Campos, de São Gonçalo, que apresentou uma peça de teatro de bonecos sobre a escravidão. Foto de Edimilson Soares.

O tema foi “As Cores da História: historiografia, religiosidade e manifestações culturais” e reuniu alunos e professores na Universidade Veiga de Almeida

A Universidade Veiga de Almeida (UVA), Campus Cabo Frio, realizou o VII Congresso de História da Região dos Lagos. Coordenado pelo professor Guilherme José Motta Faria, o Congresso exibiu documentários, uma peça de teatro de bonecos e promoveu palestras de pesquisadores e historiadores, entre eles a jornalista Dulce Tupy, editora do jornal O Saquá, de Saquarema.

A abertura do evento foi com a aula-espetáculo Escravidão: um passado de vergonha, da Cia Trio de Três, de São Gonçalo, seguida do filme O Estado Novo da Portela, de Guilherme Faria, que também participou da mesa de debates, tendo como interlocutores o também professor João Gilberto Carvalho, doutorando UFRJ, que falou sobre a Modernidade, Cleise Campos, que abordou Misturas e Mosaicos na Cultura Brasileira, e a jornalista e pesquisadora Dulce Tupy, autora do livro Carnavais de Guerra, o nacionalismo no samba, que analisou O caráter de resistência cultural e a afirmação da identidade do negro, através do Carnaval – 1920 – 1940.

No segundo dia, teve exibição dos documentários Jongos, Calangos e Folias, de Martha Abreu e Hebe Mattos, da UFF e Gamboa – Histórias de pescador, de Rafael Moura, filmado em Cabo Frio. Na mesa de debates da noite, além do professor Rafael, esteve presente o professor Álvaro Pereira do Nascimento, doutorado  da Universidade de Campinas, pós-doutorado nos EUA e autor do livro Cidadania, cor e disciplina na revolta dos marinheiros de 1910, que falou sobre Relações Raciais e Cultura Negra no Brasil, Camila Mendonça Pereira e Camila Marques, mestrandas da UFF, que abordaram As manifestações populares e os bastidores do filme Jongos, Calangos e Folias.

No terceiro e último dia, foi apresentado o filme Ibiri , Tua boca fala por nós, de Nilma Accioli, Prêmio de Público do Festival de Filmes de Pesquisa , do Centre International de Recherches sur les Esclavages (Ecole de Estudes Sociales de Paris), seguido de debates, tendo na mesa a própria Nilma, historiadora e museóloga, que falou sobre Campos Novos e a Rota Ilegal de Escravos, a professora de jornalismo da Facha e de história da UVA Renata Cristiane, que abordou a Intolerância Religiosa e a Diversidade Cultural, Ângela Vieira Maia, da UFF, que falou sobre Os cristãos novos e a Inquisição no Brasil e a historiadora Vanessa Brunow, que abordou o tema Edward Thompson e suas análises sobre folclore e cultura popular.

Capinha O Saquá 116Matéria publicada na edição de janeiro de 2010 do jornal O Saquá (edição 116)

Compartilhe!

Sobre o autor

A equipe do jornal O Saquá é formada por diversos jornalistas.